Design

5 Passos para conceber um logotipo

Introdução

O processo de concepção de um logotipo é uma contínua aprendizagem, mesmo para profissionais experientes. Alguns designers gráficos já tem definido o caminho a percorrer sempre que precisam criar, outros constroem de forma intuitiva uma forma de trabalhar, para quem começa passa por experimentar várias formas de resolver o problema, até depois de anos conseguir uma solução viável, e ao logo da experiência e com prática percebe que existe um caminho comum sempre que precisa de criar um logotipo.

Na hora de criar, vários aspectos entram em jogo, desde originalidade, experiência do designer, necessidade do cliente, eficácia e impacto visual do logotipo. Ninguém vai contratar um designer para replicar ou para conceber um logotipo que facilmente é esquecido.

O processo criativo passa por várias fases, vários elementos influenciam na hora de criar. Leia mais sobre “Criatividade e design: Crenças, processos, técnicas e problemas!” Aqui.

5 Passos para criar um logotipo

Vale ressaltar que cada profissional adopta diferentes maneiras para trabalhar, e nesse processo encontra o que se torna mais viável e ajuda-o a libertar-se para criar de forma rápida projectos impactantes.

1 – Perceber o problema

Um dos principais erros cometidos por designers iniciantes é correr para fazer, amam o software. Software não é design, é um meio, um caminho. Como fazer se o problema não foi percebido? Como é possível resolver um problema mal-entendido? O mais provável é propor soluções que não funcionam, portanto, é indispensável entender claramente o que se pretende, o que o cliente precisa e para quem é direccionada a solução. Perceber o público-alvo, o mercado, o espaço geográfico faz parte, todos elementos que farão parte do logotipo devem ter a ver com as pessoas. Perceber o problema é o primeiro passo para conceber um logotipo que realmente funcione, para isso a maior parte dos designers/agências criativas elaboram um briefing.

Fonte: Fotolia

 

2 – Pesquisar

Percebido o problema é necessário pesquisar para perceber o que existe em torno do mesmo problema e evitar que a sua solução seja uma mera repetição do que já existe. A pesquisa permite também capturar tendência, a “linhagem visual” dos logotipos da mesma área de actuação, para além de encontrar ideias que o vão inspirar, em diferentes plataformas, como o Pinterest, Behance, inspirationde entre outras outras.

Quando criamos precisamos de estar dentro de um contexto, por isso que há cores que não funcionam para marca de produtos alimentícios, por isso que existem cores para produtos/marcas ligados a tecnologia, e só podemos perceber esse facto quando fazemos pesquisa. Na pesquisa encontramos tipografias modernas, tradicionais, compreendemos os diferentes casos em que foram usadas.

Fonte: Fotolia

 

 

3 – Esboçar

Esta fase é praticamente intermediária, entre a anterior e a fase de execução, nessa fase passamos, praticamente, do teórico para concretização da (s) ideia (s) a partir da representação visual. Enquanto pesquisamos, provavelmente imaginamos várias maneiras de solucionar o problema, com os esboços materializamos, encontramos significados, atribuímos um conceito às formas.

É uma fase indispensável para concepção de um logotipo. E para quem não sabe desenhar a mão? O esboço conforme refere o nome não precisa ser um desenho perfeito, é uma representação visual que ajuda-nos a compreender as ideias ainda inexistentes e a passar para fase seguinte.

Fonte: identitydesigned.com

 

4 – Concretizar

Nessa fase atribuímos corpo ao logotipo, passa de uma ideia inexistente para ter vida. Com recurso a um software de desenho vectorial materializamos as ideias anteriormente feitas a mão.

Fonte: Fotolia

 

Existem três fases importantes para a concretização do logotipo:

a) Forma: logotipo é forma. Precisa ter forma para existir, geralmente é o símbolo visual.

b) Tipografia: a tipografia deve ser escolhida a dedo. Na fase de pesquisa é possível vermos as diferentes tipografias para o tipo de projecto em que pretendemos trabalhar. A tipografia traduz diferentes mensagens, por isso a sua escolha não pode ser ocasional, dever ser consciente. Teste diferentes fontes tipográficas e veja qual é ideal. A tipografia: “tem o poder de preservar informações centenárias (de forma ou de conteúdo) e torná-las acessíveis a um público cada vez maior. (…) As letras impressas têm o papel de preservar as evidências da civilização em formas permanentes e tangíveis”. (Maurício, 2010

c) Cor: A cor combinada com outros elementos é cerne de um logotipo. “as cores constituem estímulos psicológicos para a sensibilidade humana, influindo no individuo, para gostar ou não de algo, para negar ou afirmar, para se abster ou agir.” (Maurício, 2010) “São as cores e formas que se articulam para veicular significados que muitas vezes, mais do que textos verbais, ficam impressos na consciência do interlocutor.” (Ramalho & Oliveira, 2006, p. 153). A cor pode ser usada para conseguir diferentes efeitos sobre a forma e ter um resultado mais finalizado.

 

5 – Aplicar

Após a finalização, é importante testar e perceber o quão funciona o logotipo e eliminar imediatamente as suas fragilidades. Aplicando, percebemos o impacto em diferentes materiais e a força visual por si transmitida. A aplicação ajuda também na hora de apresentar a solução em uma equipa de colegas ou cliente.

Fonte: Fotolia

 

Considerações finais

Em cinco passos é possível chegar a resultados incríveis, no entanto, é necessário aprimorar, praticá-los para perceber o seu impacto no resultado final. Nenhum deles funciona de forma mágica e devem ser todos exercitados: exercitar a sensibilidade em perceber e interpretar o problema exposto, exercitar hábitos de pesquisa, desenhar muito para ter esboços mais consistentes, executar várias vezes e aplicar diferentes logotipos para perceber como cada um pode ter mais impacto que outro. A criatividade não pode ser ensinada, cada designer explora de forma diferente a alia-a ao processo de criação para conseguir melhores resultados.

 

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