Design

A Relação Consanguínea entre a Criatividade e o Design Gráfico

Para entender:

O mercado actual, em que se encontra inserido o designer gráfico está cada dia se apresentando mais desafiador, mais exigente e precisa acima de tudo de flexibilidade, porque estão todos correndo contra o tempo e “ninguém tem tempo para pequenas coisas”. A demanda da população com poder de compra aumentou, exigindo mais qualidade e diferenciação na concepção dos produtos, e o designer teve e continua a ter um papel indispensável para aumentar as vendas e criar desejo nos consumidores.

Em 1945 é lançado o primeiro computador nos EUA, em 1965 uma sequência de acontecimentos dá origem ao que hoje chamamos de internet. Esses dois marcos e outros eventos da época foram importantes para o desenvolvimento acelerado do design gráfico, como uma nova forma de comunicação. No ano 1984 é lançado o primeiro Macintosh, o primeiro computador com interface gráfica criada pensando no usuário.

Fonte: applesencia.com

Em 1990 é lançado o Windows 3 e o programa de tratamento de imagem Photoshop, um dos mais conhecido a nível mundial. Nesta época também é desenvolvida a “word widw web” (www). Outros acontecimentos ligados a tecnologia juntaram-se a estes e tornaram mais simples o trabalho ligado a design gráfico, garantindo eficiência, eficácia e qualidade nos resultados.

 

Sobre a relação criatividade e design gráfico:

Não pode ser colocado em dúvida o grande impulso que a tecnologia deu ao design gráfico, aliás, atualmente a elaboração dos projetos de o design gráfico é feita completamente no computador. No entanto, é preciso compreender que o design gráfico, como uma área científica exige de seus fazedores pesquisa, experimentação, estudos profundos, comparativos e muita criatividade.

A relação existente entre o design (gráfico) e a criatividade é antiquíssima, ora vejamos; a arte exige de seus criadores um toque de criatividade, é o que a diferencia das outras, os pintores podem todos ter tinta, pincéis, tela, mas a criatividade na execução é o que destaca um do outro, e como se sabe, o design tem origem nas artes, e portanto tem origem numa área que exige criatividade na concepção.

Fonte: obviousmag.org

A criatividade é o elemento diferenciador numa peça, o computador continuará como um importante recurso, uma indispensável FERRAMENTA. O design (no geral) deve ser o principal meio de diferenciação dos produtos, não uma simples multiplicação de ideias existentes. Como sustenta Faggiani (2006)

“Em virtude da globalização, o mercado torna-se mais competitivo a cada dia, oferecendo uma soma exagerada de objetos similares, que apresentam as mesmas tecnologias, mesmo preço, mesmo desempenho e basicamente mesmas características. Essa quantidade enorme de ofertas acaba por confundir o consumidor, impedindo que consiga distinguir suas diferenças e seus valores. Assim, surge o design como maneira de diferenciar os produtos entre si.” (FAGGIANI, 2006:120)

 

Ideias criativas não surgem do nada!

Ideias criativas, são no fundo uma combinação do que já sabemos, de informações que consumimos, ninguém conseguirá ser criativo num assunto desconhecido. Anotar ideias que surgem inesperadamente, já pode ser um bom passo para sua posterior implementação. Ouvir músicas, ver exposição, ler livros, revistas, jornais, assistir filmes, ir ao teatro, a museus, podem contribuir para atiçar ideias criativas.

Fonte: aiesec.blog.br

 

O primeiro passo para criar é começar: Obrigar-se a fazer algo independentemente da disposição. Ter o hábito de anotar todas ideias que surgem para não perdê-las. Determinar um prazo para conseguir a solução e aprender a trabalhar sob pressão. Olhar para tudo com um olhar diferenciado, imaginando que outra utilidade teria, além do óbvio. Ribeiro (2004) citado por (Maurício, 2010)

O maior desafio imposto actuamente aos profissionais da área de design gráfico é a diferença, já que “qualquer um” pode, hoje em dia ter um computador, instalar um softeware e mexer como até onde puder. A criatividade surge como uma chave para continuar a abrir portas para os designers e continuar a valorizar esta área profissional no mercado.

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FAGGIANI, Kátia. O Poder do Design: Da Ostentação á Emoção. 1ª Edição. Thesaurus Editira de Brasília. 2006. Brasília.

Maurício, D.E.. Propaganda e Design Gráfico: Estratégias de Comunicação e Persuasão. Trabalho de Conclusão de Curso de Bacharelato. Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC. 2010. 126p.

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