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Campanha Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

foto: divulgação)

Com a participação da apresentadora Xuxa Meneghel, ação foi criada pela agência Cucumber Propaganda para o Instituto Liberta, a Childhood Brasil e a Fundação ABRINQ.

Antes de começar, vamos conferir?

Os dados relacionados à exploração sexual de criança e adolescentes no Brasil é alarmante e este é o enfoque da campanha produzida pela Cucumber Propaganda, a fim de gerar conscientização e engajamento no combate e denúncias.

“É assustador encarar a gravidade do problema e as pessoas tendem a ignorá-lo. É uma grande responsabilidade educar a população de maneira acessível e ao mesmo tempo informativa. Nossa intenção é sensibilizar a nação e estimulá-la a reagir”, afirma Sophie Wajngarten, sócia-diretora da Cucumber Propaganda, que desenvolveu a campanha publicitária.

Como em grande parte das campanhas produzidas ‘neste tom”, a proposta é de impacto. À exemplo dos moldes utilizados no exterior, cada vez mais vemos ações que nos incomodam e nos fazem refletir sobre os temas envolvidos e esse é um dos maiores instrumentos para o engajamento que citamos anteriormente. A campanha já foi testada e otimizada de forma ‘pro bono’ pela Nielsen Consumer Neuroscience Brasil. “A execução da campanha manteve o engajando das pessoas, sendo memorável e favorecendo uma atitude ativa de colaboração frente ao tema”, afirma Janaína Brizante, diretora de neurociência da Nielsen.

Como de costume, diversos questionamentos são levantados no uso desse formato. Recentemente, a campanha GENTE BOA TAMBÉM MATA, foi alvo de duras críticas, como também diversos elogios. O que gerou uma grande polêmica e discussões sobre as abordagens e suas conotações. No caso da Campanha de Combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, não é diferente.

A participação de  Xuxa Meneguel, conhecida como a “Rainha dos Baixinhos”e estando a frente de diversos programas infantis em sua carreira, seria a escolha mais óbvia para uma campanha com esse fim. Contudo, sua participação no filme Amor, Estranho amor de 82 e toda polêmica ocasionada até hoje, gerou diversos comentários negativos sobre a campanha, gerando uma nova polêmica e diversas discussões.

… Mas, e ai?

Saindo do “EU ACHO”,  há uma proposta extremamente positiva e pertinente. É de fundamental importância gerar impacto, discussões e apresentar medidas que conscientizem a sociedade, bem como políticas públicas de tratamento e medidas punitivas. Este conjunto é o cerne da campanha e, neste aspecto, muito bem elaborado e embasado.

Em relação a produção dos videos divulgados na mídia, o tom mais impactante utilizado, ainda gera desconforto no grande público brasileiro, mas cumpre seu papel: provocar e impactar. Sendo comum no exterior e naturalmente criticada pelos haters, mas que mobiliza discussões em todas as esferas, o que é extremamente mais eficiente.

Por outro lado, acredito que não foi analisada – se sim, não foi levado em conta – a polêmica envolvendo a Xuxa e seus impactos a proposta da campanha, tendo como consequência uma discussão que sai da proposta inicial e – em um cenário cada vez mais sensível ao mesmo que democrático – levanta a legitimidade na escolha por sua participação dado a polêmica sobre sua participação em um filme que se utiliza exatamente da exploração sexual infantil e até mesmo da campanha em si.

Aliado à todos os elementos que compõe uma campanha de sucesso, é importante escolher conscientemente e de forma responsável pessoas que levem consigo os valores da marca. O que no meu ver, não acontece neste caso.

Contudo, vale lembrar que a polêmica também é um eficiente mecanismo de publicidade. Seja qual for a intenção, resta compreender o cerne da campanha: a importância de nos conscientizar sobre o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e, se quiser fazer uma denúncia, disque 100.

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O você achou da campanha? Será que a escolha de Xuxa terá impactos negativos à proposta? Queremos saber sua opinião.

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