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Designer graduado e designer autodidata

Olá, pessoas!

Antes de iniciar esse artigo, peço que leiam com atenção cada uma das informações aqui apresentadas. Peço isso para que não exista dissociações no entendimento e até para futuros comentários. Beleza? ;)

Muito já se falou sobre esse assunto. Muitos se perguntam se é realmente necessário fazer uma faculdade para ser designer. E como a profissão é conhecida por profissionais liberais, não existe uma regra pra dizer se é necessário ou não ser graduado. Ao logo do artigo, colocarei pontos de vistas dos dois lados e no final, você decide se é relevante pra você ou não. Ok?

#DESIGNER GRADUADO

Imagem: Fotolia da Adobe

O mercado criativo é vasto e possui diferentes portas de entrada e que podem ser muito competitivas. Por isso, se estiver certo do que quer, você deverá escolher o melhor caminho.  Para ser bem-sucedido, você precisará de muita força de vontade, persistência, habilidades e mais do que uma ‘simples paixão’ pelo universo do design. Avalie muito bem se um curso universitário é a melhor forma de estimular seu ‘talento’, pode ser que sim, mas também pode ser que não.

A graduação em design, independente da área, é um ponto alto para se obter conhecimentos que talvez sem uma graduação não sejam tão simples. Muita gente não gosta do ambiente universitário por vários motivos, mas em minha opinião, é um excelente ponto de partida para qualquer carreira.

A universidade é um espaço para troca de informações como poucos. Ela dá possibilidade de conhecer outros profissionais e professores que podem lhe ajudar e orientar à como prosseguir com seus projetos. A base teórica que a faculdade oferece é inigualável; é uma carga de autores, livros e teoria que são muito necessários para o conhecimento. Mesmo com muitos estresses, correrias e gastos, é uma oportunidade boa de ser um designer melhor e aprender com outros designers.

Na minha opinião, é muito válido cursar um curso superior. Enriquece muito. Mas claro que mesmo com coisas boas, nem tudo é apenas flores. Não é nada fácil ou simples cursar design, e principalmente com alunos cada vez melhores e professores mais exigentes. A cobrança é muito grande no processo.

Então, se você ainda não cursou e tem interesse, talvez seja interessante avaliar alguns pontos para que a sua experiência possa ser a melhor possível. A seguir, colocarei alguns pontos que podem te ajudar.

#01 – CURSO É RELEVANTE
Cada curso é diferente em relação a abordagem, por isso considere qual é o foco e o que você espera aprender, pra isso, análise a grade curricular do curso de diferentes instituições. Leve em conta se o conteúdo programático ensina conceitos e habilidades que você tem interesse.

#02 – INSTITUIÇÃO CERTA
Acesse o site do Ministério da Educação e pesquise as instituições de ensino cadastradas na área escolhida. Cabe a você decidir qual é a melhor faculdade. Conhecer o curso e a instituição é muito importante. Você terá uma visão clara e realista sobre o que oferecem.

#03 – ANALISE OS DETALHES
Tenha certeza de que, assim como a filosofia do curso, a infraestrutura é de boa qualidade. Veja se as salas de equipamentos digitais estão bem equipadas e se poderá utilizar sempre que precisar.

#04 – RECOMENDAÇÕES DE OUTROS PROFISSIONAIS
Faça contato com os profissionais que você admira. Pergunte onde estudaram e qual instituição e curso recomendam. Verifique os currículos dos seus professores para verificar se eles têm estúdio de design ou atuam no mercado.

#05 – VOCÊ PODE MUDAR DE IDEIA
Escolher um curso superior é uma responsabilidade muito grande, mas, se você descobrir que cometeu um erro na escolha, lembre-se de que nunca é tarde. Não gaste quatro anos (ou mais) estudando algo pelo que você não se interessa.

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Observe com atenção os fatos antes de tomar sua decisão. Se conhecer bem é o primeiro passo para a escolha de uma universidade (caso seja sua escolha). Leve esses e outros elementos em conta antes de se matricular. Lembre-se: é seu futuro que está em jogo.

 

 

 

 

 

 

 

 

#PRÓS:

– A liberdade, o espaço e o tempo para explorar disciplinas de design sem que haja interferência do mercado profissional;

– A universidade fornece uma experiência intelectual que permite entender a história e o contexto do design de forma mais aprofundada;

– É uma oportunidade de fazer amigos e contatos com profissionais e professores.

– Uma graduação abre várias portas para o mercado.

 

#CONTRAS:

– Um curso de quatro anos (pode ser mais ou pode ser menos, sempre depende) parece ser interminável quando você quer entrar no mundo real e ganhar dinheiro através do design;

– Não há garantia de sucesso após a graduação. Ter apenas uma graduação não garante que você terá um bom emprego e ganhará bem. Ter um curso superior é realmente um up na carreira, mas uma leva de habilidades e expertises também são. Fique esperto!

#DESIGNER AUTODIDATA

Imagem: Fotolia da Adobe

Muito se fala em autodidata de maneira equivocada. As pessoas pensam que ser autodidata indica que elas são designers. Ser autodidata não significa não ser graduado, e sim, aprender sozinho. Eu conheço diversas pessoas que são autodidatas e são excelentes profissionais. Mas isso não significa que essa pessoa não estudou ou não tem conhecimento para ser um criativo. Muitos dessas pessoas que conheço, leem muito, investem bastante em cursos e treinamentos e praticam sempre, mais que graduandos. Elas têm conhecimento técnico e científico para desenvolverem bons projetos gráficos. De fato não é necessário ter um curso superior, mas te conhecimento é imprescindível. E não apenas em ferramentas, mas em teorias, processos e fundamentos.

Não é porque uma pessoa trabalha numa gráfica rápida que isso já faz dela um designer. Ela pode ser apenas um operador de software. Mas se essa pessoa aplica os conhecimentos e regras do design, por que não?

Entende o meu ponto? Aprender sozinho é uma oportunidade, mas não significa que qualquer um pode ser apenas porque sabe usar um software gráfico, se estende a muito mais que isso, entende?

Muitos dos profissionais que conheço, trilham caminhos como freelancers. Outros atuam no mercado dependentes de instituições e patrões. Não posso dizer pra você qual o melhor caminho a seguir. Freelancer ou não, o importante é ser um bom profissional. Mas para qualquer caminho, as dicas a seguir podem ajudar a melhorar sua carreira.

# 01 – MOSTRE SUAS HABILIDADES

O maior desafio será ganhar notoriedade.  Você pode começar exibindo os melhores projetos em sua rede social ou portfólio. Invista em peças promocionais: cartões de visita e portfólio e mantenha esse material atualizado. Faça contatos e estabeleça parcerias.

#02 – CAPRICHE NO PORTFÓLIO

Você precisará de um portfólio de destaque para atrair novos clientes. O portfólio é a primeira impressão que você pode causar para o público. Através dele é que as pessoas vão conhecer e identificar o seu trabalho. Por isso, apresente os melhores projetos sempre de forma detalhada, com mockups e aplicações. Tente variar o tipo de projeto; apresete habilidades em mais de uma coisa. A não ser que você queira seguir por apenas um caminho, mas se for no início da carreira, recomendo apresentar coisas diferentes para atender mais necessidades.

#03 – DESIGN, DESIGN, DESIGN

Agarre todas as oportunidades e experiências que puder. Aceite fazer convites de casamento para sua tia, crie uma identidade para um estabelecimento local e trabalhe a marca para um negócio que seu primo vai abrir. Faça um ótimo trabalho em todas as oportunidades. Isso enriquece seu portfólio. Mas não se esqueça de cobrar um preço justo por todo serviço realizado considerando sua experiência e necessidade do projeto. Citei esse caso porque muita gente quando já tem uma experiência, rejeita esse tipo de serviço menor.

#04 – CONHEÇA OS SOFTWARES

Familiarize-se com os softwares para expandir suas habilidades. Se não souber como fazer algo, pesquise e aprenda. Você não precisa dominar todo software criativo, mas precisar saber bem os que mais usa para expandira as possibilidades de projeto. Invista em cursos, tutoriais e conhecimento para que aumente seu poder de criação.

Imagem: Fotolia da Adobe

#05 – PEÇA CONSELHOS

Não tenha receios de pedir opinião sobre seu trabalho. Para se aprimorar, você precisará de avaliações constantes e honestas sobre seu trabalho feitas por pessoas que você conhece. Namorado/namorada provavelmente não irá dizer o que você precisa ouvir, mas aquilo que pensam que você quer ouvir. Peça para um designer profissional dar uma opinião. Mas quando isso acontecer, peça para quem você sabe que realmente pode ajudar. Não recomendo que se espalhe pela internet o trabalho para que todo mundo possa opinar – porque as vezes, as opiniões são muito pesadas e sem um embasamento teórico.

#06 –  DESIGN COMO SIGNIFICADO

Aprenda as técnicas de softwares, mas sem esquecer de aprender o que constitui um grande design. Design importa sim e principalmente para aqueles que criam. Explore soluções que enriqueçam vidas, em vez de focar apenas em uma aparência bacana. Busque designers que criaram com humanidade em mente e use essa inspiração em seu trabalho.

#07 – SEJA SEU PRÓPRIO ADMINISTRADOR

Use seu tempo de modo inteligente para ter certeza de que não irá desviar seu foco. Quando entrar no mercado, divida sua rotina de trabalho em seções. Por exemplo: tempo para divulgação, ligações e e-mails, pesquisas e reunião de informações, trabalhar em projetos…. organizando uma rotina produtiva.

#08 – SEJA ADAPTÁVEL

Você precisará demonstrar diversas habilidades para poder impressionar. Fortes habilidades com tipografia somadas à capacidade de trabalhar com layout. Adicione práticas de fotografia e ilustração. Tenha habilidade com motion, mas saiba diagramar uma revista. Entende o que quero dizer?  Prove que é produtivo para qualquer tarefa. Claro, isso não se faz da noite pra o dia, mas com o tempo é interessante que aconteça.

 

 

 

 

 

 

 

 

#PRÓS:

– Você é seu próprio tutor, pelo menos enquanto está se auto educando, então, determine a programação, ritmo e o conteúdo da sua carreira (falando especificamente de freelancers);

– Você pode aprender exatamente o que quiser e quando quiser, siga a rota que achar melhor;

– Não há aulas que entendiam nem aspectos de aprendizagem que não o interessem.

 

#CONTRAS:

– Não existe um mapa certeiro para seguir. Há muitas possibilidades e nenhuma certeza;

– Estar motivado não é nada fácil quando você se depara com rejeições. Mesmo assim, tenha paciência!

– Freelancer significa muito tempo dedicado e, sem colegas e tutores (em alguns casos), pode ser uma caminhada difícil.

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Muito do que falei serve para qualquer tipo de profissional. Mas foi dito antes que a faculdade abre muitos caminhos para trabalhos e networkings. Sendo autodidata, esse caminho é, muitas vezes, mais difícil e complicado. Mas não impossível e com a mesma possibilidade de sucesso.

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Que fique claro que na minha opinião é totalmente necessária uma graduação. É um leque de oportunidades criativas que o curso superior pode te dar, além de tudo o que ela pode acrescentar pra sua vida. Mas se não houver essa possibilidade pra você, tanto por escolha, como limitações, corra atrás de forma independente, mas seguindo as recomendações já citadas aqui.

Claro que essa é só a minha opinião e eu gostaria de ver pontos de vistas de fora. Pra isso, fala aí nos comentários. Bora trocar ideia acerca do assunto. Beleza? ;)

Abraços e sucesso!

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