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Haters: amamos odiá-los

Fonte: FOTOLIA

Você provavelmente já se deparou com comentários agressivos e cheios de ódio, seja sobre política, futebol, celebridades e em diversas outras áreas.

O Design e a Publicidade não escapam dessa regra. Em um redesign de uma grande marca ou uma campanha publicitária, são inúmeros os comentários agressivos, carregados de ódio. Mas será que isso é apenas uma atitude violenta de algumas pessoas ou uma característica comum em nossa sociedade?

Hater, significa algo como “aquele que odeia“. Em geral, internautas que miram em um assunto ou pessoa, utilizando diversas formas de ataque, sendo as mais comuns: comentários públicos ou privados.

Seja como e onde for, a violência desse tipo de usuário normalmente anda acompanhada. Por vezes, parece que estão esperando apenas o primeiro se manifestar e alguém responder para se iniciar um grande “arrastão de ódio” . Essa é uma das suas principais características: o efeito cascata.

Esse efeito acontece, principalmente, por uma necessidade simples da sociedade que construímos: ser parte de. O filósofo Polonês recentemente falecido, Zygmund Baulman, faz uma afirmação interessante sobre essa necessidade em relação aos haters:

Fotografia: SAMUEL SÁNCHEZ

“O medo e o ódio tem a mesma origem”

O ódio tem três pilares: ignorância, impotência e humilhação. Em sequência, resultam nesse comportamento cada vez mais comum e preocupante ao mesmo tempo que, analisando o que foi dito até aqui, percebemos que se trata apenas de uma forma de manifestação iniciada pelo medo de não entender, não fazer parte, não ser ouvido e, como “grito”, palavras de ódio são uma forma eficiente de chamar a atenção para si (de forma equivocada) mas extensamente discutida pela psicologia como histeria. Vale a pena uma pesquisa sobre o assunto!

Então, como lidar?

Com o passar do tempo, você percebe que compartilhar visões e opiniões é um processo que exige filtragem de algo chamado Bom senso. As redes sociais e seus perfis são espaços públicos-privados. Você PODE publicar o que quiser, mas está sujeito, tanto as regras de cada rede, quanto à visualização e opinião de quem lhe segue.

Temos uma geração cada vez mais ativa e “sensível”, mas principalmente, empoderada com a possibilidade da “livre manifestação”. Contudo, é importante avaliar os impactos do compartilhamento de opiniões traduzidos em comentários, imagens e afins. Toda ação gera uma reação e esta, nem sempre é positiva. Nesse clima de liberdade, também nos sentimos livres para odiar publicamente.

Vale a pena pensar se é tão importante compartilhar sua opinião e se, a fazê-lo, polêmicas sejam geradas de forma tão aguda que você não possa controlar com uma discussão, sadia e polida em sua grande maioria.

Se assim o for e algum hater começar a destilar seu ódio, não responda. Alimentar discussões com esse perfil de pessoas só gera ainda mais ódio e atrai outros que compartilham do mesma prática.

Sucesso e paz!

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