Maze Runner: Cura Mortal | desfecho certeiro e emocionante – Design CultureMaze Runner: Cura Mortal | desfecho certeiro e emocionante – Design Culture
Cinema e Séries

Maze Runner: Cura Mortal | desfecho certeiro e emocionante

O clássico caso de livros que viram filmes de sucesso demonstra mais um exemplo de como literatura e cinema agradam e agregam público um ao outro. A estreia da semana é o terceiro capítulo da saga Maze Runner, que debutou como uma série de livros que conta com 5 obras, sendo 2 pré-sequências, todas do autor James Dashner e agora, pelas mãos do diretor Wes Ball, chega ao fim nos cinemas.

As 2 horas e 22 minutos se esforçam para fechar todas as brechas e oferecer maiores explicações sobre a história e as motivações de seus personagens. A intrincada trama envolvendo a corporação CRUEL (abreviatura de Catástrofe e Ruína Universal: Experimento Letal), a dra. Ava Paige (Patricia Clarckson), Thomas (Dylan O’Brien) e Teresa (Kaya Scodelario) deixou muitas dúvidas nos filmes anteriores sobre a real motivação de cada um para seus posicionamentos e uma série de reviravoltas garante que muita gente espera por esse terceiro filme.

Aqueles que já acompanham a saga pelo livro já perceberam que os filmes seguem por caminhos diferentes e mais autoexplicativos. Enquanto que o enredo literário oferece a oportunidade de vasculhar as origens dos personagens e da CRUEL, assim como o que aconteceu com o mundo depois do Fulgor, os longas de 2014, 2015 e agora o Cura Mortal se atém ao esforço de Thomas e seus amigos na ação propriamente dita. O novo filme é uma sucessão de correrias e batalhas contra um tempo que insiste em correr. Com o vírus em estado adiantado no mundo, pressa é um requisito para sobrevivência.

O enredo se divide entre a captura de pessoas imunes das garras da CRUEL e a urgência da corporação em desenvolver uma cura para que assim consiga sua redenção. O excesso de maus tratos e violência de seus agentes em nome da cura só se justifica se algum resultado positivo for obtido e a equipe de Ava Paige não medirá consequências em nome disso. O que se extrai disso é um filme de ação que prende o espectador na cadeira em cada pequena empreitada dos imunes contra a CRUEL e vice-versa, assim como foi no primeiro filme (o segundo longa, há se reconhecer, cansa a plateia).

A trilha sonora de John Paesano acompanha o ritmo alucinante do filme e consegue identificar a tensão, espera, medo e tristeza. A decoração de set merece destaque pela magnífica construção do cenário apocalíptico (que em muito lembra o último filme de Resident Evil), onde natureza divide espaço com carcaças de carros e cidades abandonadas, tudo permeado por um sol sempre radiante. O contraposto disso é a Última Cidade, um reduto da CRUEL para aqueles que podem bancar uma vida segura protegida por muros e armas e que também impressiona depois de tanta desolação desértica.

Aos que captam os detalhes da coloração, cinza, marrom e ferrugem, assim como azul e vermelho são os tons do longa, que também excede no branco para destacar a diferença de vida levada dentro e fora da Última Cidade. A fotografia usa e abusa dos closes em olhares aturdidos e nervosismo aparente e o elemento surpresa está sempre pronto para surgir na tela através dos ângulos abertos. O terceiro filme consegue reunir o elenco do primeiro e do segundo filme para formar a equipe disposta a tudo para deter a CRUEL.

Criticado por alguns por seu longo tempo de duração, a extensão se justifica pelo fato de que muitos núcleos merecem um encerramento digno. A construção do filme se baseia em vários grupos que precisam resolver suas pendências e encurtar a trama seria um desrespeito ao público que o acompanha, bem como aos personagens que estão ali contidos na jornada. Dylan O’Brien está mais firme do que nunca como Thomas; a pausa de 1 ano nas gravações devido a um acidente com o ator no set de filmagens parece ter redobrado os esforços dele para entregar ao público a melhor versão do rebelde imune.

Os coadjuvantes Netw (Thomas Brodie-Sangster), Brenda (Rosa Salazar), Minho (Kin Hong Lee), Jorge (Giancarlo Esposito), Teresa (Kaya Scodelario) e Gally (Will Poulter) compõem uma equipe coesa, entrosada e multirracial. O emaranhado de traições entre o grupo se resolve nesse surpreendente último capítulo. O resultado pode ser descrito como nada menos que excelente.

No mais, Maze Runner: Cura Mortal é um bom desfecho para a trama e certamente agradará ao público que o segue desde Correr ou Morrer. O filme se preocupa em fazer uma breve recapitulação do que aconteceu nos episódios passados para situar o espectador que está em busca de uma ação de qualidade sem o compromisso de ter que assistir aos longas anteriores. O desfecho consegue ser emocionante e extasiante e vai arrancar muitas exclamações de quem vem acompanhando os desdobramentos da CRUEL nos últimos anos.

Maze Runner: Cura Mortal estreia na quinta-feira, 25 de janeiro. O link a seguir traz o trailer, especialmente divulgado por Dylan O’Brien durante sua participação na CCXP 2017, em São Paulo:

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