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O segredo da Originalidade

Fala criativos!

Vamos abordar na postagem de hoje um assunto muito recorrente na atualidade: originalidade, o que é, o que não é e como obter. Muito comum, principalmente se você trabalha em uma área criativa, questionarmos até que ponto estamos copiando, plagiando uma obra e até que parte estamos realmente sendo autênticos. Para compreender isso, devemos olhar para trás e compreender como diversas obras que consideramos originais podem ser traçadas a diversas origens.

Originalidade pré-internet

Algo que fica muito claro é que há 20 anos atrás era muito mais fácil sair ileso com cópias descaradas e plágio de outros materiais, isso claramente ocorria pelo simples fato de não termos uma base de dados disponível para averiguarmos se o produto cultural consumido era realmente algo original (também conhecida como Internet). Assim, muito do que fez sucesso nesse período estava muito envolvido com questões de publicidade e divulgação, hoje vemos que diversos artistas que consideramos gênios em sua arte na verdade não só foram influenciados por outros artistas, como muitas vezes literalmente roubaram de maneira indiscriminada, como foi o caso do Led Zeppelin abaixo:

 

Outro exemplo ótimo que causou certo alvoroço numa época pré-internet foi o diretor Quentin Tarantino. Por anos este foi elogiado pelas cenas, sequencias e roteiros inovadores de seus filmes, contudo ao contrário do caso do Led Zeppellin, Tarantino sempre deixou bem claro suas referências para suas obras, por mais obscuras e inacessíveis para o público estas fossem. O que diferencia claramente esses dois casos é que Tarantino não só deixou claro suas referências, como também criou algo novo e diferente a partir delas, já o led Zeppelin copiou de maneira indiscriminada estruturas musicais de outros artistas, sem mexer de maneira substancial.

 

O segredo

A partir dos exemplos acima, acho que fica claro que idéias são muito mais como uma árvore genealógica, ou seja, assim como você tem metade da sua mãe e metade do seu pai, suas ideias também possuem “país” ou como poderíamos chamar, referências (explicamos mais a fundo o termo neste post aqui). Porém o que vai diferenciar você de seus pais é como você consegue transformar a metade de cada um deles em algo novo e dai que vem a originalidade.

Em seu livro, “Roube como um artista”, Justin Kleon afirma claramente que nenhuma ideia surge do nada, tudo que nos rodeia influencia de certa maneira, seja o local que moramos, as pessoas que interagimos, a comida que comemos e, obviamente, os produtos culturais (filmes, livros, música, jogos) que consumimos. Assim, não há nada de errado se isso for visível no trabalho criativo que estamos realizando, pois ele deve transparecer o que somos na essência e nesse processo iremos parecer que estamos apenas copiando, até aprendermos a transformar o que temos e a combinar em algo que será, finalmente, considerado novo. Esse processo e diversos exemplos está bem elucidado no documentário de Kirby Ferguson, “Everything is a Remix” que você pode assistir por completo abaixo:

 

Para criar algo original é preciso não só consumir muito, mas também testar muito. É bem provável que muito do que você fará no início fique apenas versões pioradas das suas referências, mas não há problema algum nisso, visto que isso é apenas uma confirmação de que você ainda não chegou em algo que acrescenta, em algo que consegue ser original a partir dos recursos que você utilizou, com o tempo e olhar crítico necessário você chegara no resultado esperado.

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Obrigado pela atenção pessoal, nos falamos no próximo post.

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