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Por que temos tanta dificuldade de construir a marca pessoal?

Olá, pessoas!
Desenvolver qualquer tipo de marca é um processo longo e regado a bastante pesquisa, análise e metodologias. Designers e estúdios passam até meses desenvolvendo o brand de instituições. Considero que também não é um trabalho para todos, levando em conta que muitos designers não têm toda essa paciência que o processo pede.

Com essas considerações, percebi nos últimos anos que muita gente tem uma grande dificuldade de construir sua marca pessoal. E ao conversar com colegas de profissão, chegamos em alguns pontos que podem ser interessantes a se considerar, principalmente se você passa por um estágio parecido. Bora lá!

POR QUÊ EXISTE DIFICULDADE?

O primeiro motivo que muitos falam que não conseguem criar uma marca pessoal é porque consideram difícil definir estratégias para eles mesmo. Quase todo mundo que já conversei sobre o assunto tem essa ideia como principal razão.

Outro ponto é que não conseguem imaginar como seriam seus gostos e o que uma marca pessoal representaria profissionalmente. Assim, definir um posicionamento se torna uma tarefa difícil.

O terceiro motivo é que muitas dessas pessoas não sabem se vender. Acham que ter uma marca com o nome próprio ou não é querer se vender demais. Talvez com medo da opinião dos outros.  Mas quem disse que designer não se vende?

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Com base nessas informações, considero que outros motivos são importantes para o bloqueio da atividade, mas esses 3 definem bem a discussão. Seguindo as metodologias de design, entender o problema é o primeiro passo para a construção. Vamos em frente!

TRABALHANDO AS DIFICULDADES

Agora que já entendemos as dificuldades, fica fácil trabalha-las afim de resolver os problemas. Uma boa dica é criar personas, brainstorming e várias anotações sobre o que tipo de público que você se encaixa. Parece meio estranho fazer esses passos sobre você mesmo, mas funciona. A maioria das pessoas não sabem se descrever, e tem muita gente que tem bastante dificuldade nisso. Por isso, esses procedimentos funcionam para o resultado final.

Depois que você entendeu qual o problema na etapa um, siga a fórmula descrita acima:

– Crie um Brainstorming de palavras e expressões que representam você e a sua marca. Assim, você vai conseguir traçar conceitos e argumentos sobre o gosto pessoal e o futuro briefing.

– Monte uma persona baseada no público que você quer atingir e em si próprio. Faça uma lista de características que acompanham sua personalidade. Depois, incorpore com informações pessoais: o que faz no tempo livre, como e onde se comunica, quais os hábitos que seguem, quais habilidades tem… esse tipo de coisa. Após isso, você terá uma noção maior do que deseja. Parece besteira, mas isso ajuda. Sério!

O trunfo de criar uma marca pessoal é se conhecer bem. Não dá pra trabalhar num brand se o conhecimento próprio não for um importante e principal valor.  

PREPARANDO O TERRENO

Com as informações já colhidas, monte um briefing detalhado da marca. Gosto de falar que se é difícil fazer pra si mesmo, personifique um cliente. Como é uma barreira (na maioria dos casos) fazer uma marca pra você mesmo, usar outra pessoa como principal referência é o primeiro passo para formar um briefing forte.

Agora, não é porque é pra você que precisa ser bem resumido. O que acontece é que as pessoas pensam que se conhecem, mas elas não se conhecem (não generalizando, mas pegando uma parte de designers e pessoas no geral. Elas podem até se conhecer, mas não sabem como transcrever isso), e isso faz com que elas façam cada vez mais projetos com informações resumidas e pensando: “eu me conheço, não preciso escrever muito sobre mim. Se houver dúvidas depois, eu posso pensar em alguma coisa na hora”. Isso não vai funcionar! Se fosse para um cliente qualquer, você trabalharia num briefing profundo, de semanas de trabalho, tentando entender o máximo de coisa para projetar melhor – por que você não faz assim consigo mesmo?

Entende? Esse é o meu ponto. Construa uma base de dados fortes para depois meter a mão na massa.

VAI RABISCAR!

Já existem dados suficientes, vá rabiscar as suas ideias. Procure referências de outras marcas existentes e insights para o projeto. Tenha uma boa base de caminhos que podem ser seguidos e de fórmulas gráficas funcionais.

Agora, depois de referências e análises de outras marcas, vai tentando montar a sua. Eu não preciso explicar como se faz isso, né?

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Construir uma marca pessoal pode ser simples para alguns, mas muita gente por aí não sabe fazer isso – principalmente se estiver começando. Claro, com experiência e estudando os resultados fluem mais rápido. O segredo de tudo isso se entender bem e traçar caminhos que conduzam a resolução daquele problema.

Esse artigo é uma espécie de ‘manual’ que vocês podem seguir para eliminar os possíveis problemas que apareceram para os artefatos. Não precisam seguir à risca, podem ir construindo uma própria metodologia, mas talvez essas dicas ajudem.

Recentemente construí uma marca. Ela é não é propriamente uma marca com meu nome, mas sim, um estúdio de design. Pra o público e a forma que vou me comunicar, eu entendi que era mais fácil ser dessa forma. Outro fato importante é que depois de algum tempo, essa é a primeira marca que apresento como minha. As pessoas já me conhecem e conhecem meu trabalho, elas sabem que por trás da Coala existe um Mauri. Logo, esse fato já é uma associação que me ajuda a me vender também. Entende? Então, se você não quer realmente apresentar o seu nome, colocar um nome de empresa pode ser interessante também. Inclusive, escrevi um artigo um tempo atrás falando sobre isso, leia aqui.

Marca pessoal ou nome fictício é um assunto extenso. Não vou me prolongar, mas os processos são os mesmos. A grande pergunta é: pra o público que você quer atingir e o foco que quer ter, vale a pena vender o seu nome ou o nome de uma empresa?

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Espero que essas dicas possam ajudar a desenvolver os seus projetos. Tem algo à complementar? Passou por algo parecido? Não gostou de alguma coisa? Fala aí e vamos trocar ideias.

Abraços!

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Imagem de capa é da Fotolia da Adobe – o banco de imagem da nossa queridinha. Lá, você tem uma infinidade de recursos para o seu projeto. ;)

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