Design

Tipografia Garamond: elegância, praticidade e economia

A interpretação da tipografia e sua função é tão importante em projectos de comunicação, quanto o próprio projecto na íntegra. Hoje as possibilidades e variantes em tipografia possibilitam aos designers trabalharem mais abertamente, num contexto em que existem várias alternativas para resolver diferentes problemas relativos a tipografia.

Existem fontes que ficaram na história, mas que, não pode ser desvalorizado o papel que exerceram durante anos e anos, numa altura em que pouco espaço se tinha para escolher tipos a usar. Em contrapartida, existem tipografias antigas, outras inspiradas nestas, que sobreviveram ao tempo e provaram a sua flexibilidade em determinados projectos de design. A Garamond e suas variantes é uma destas.

Votada como a Tipografia do Milénio em uma pesquisa entre profissionais. É uma tipografia baseada na escrita do editor francês de Claude Garamond (1480-1561, de 1530. Uma das mais comuns e influentes tipografias da história, a Garamond derivou várias famílias, hoje disponíveis para uso em computadores. Das variantes geradas a partir desta fonte podem ser encontradas: Adobe Garamond Pro, Adobe Garamond Premier Pro, Stempel Garamond, Simoncini Garamond, ITC Garamond, e URW Garamond. A tipografia Garamond da Adobe, por exemplo, surge depois da morte de Claude Garamond, quando Christofell Plantim comprou a sua viúva, os socos e as matizes.

A Garamond é actualmente uma forte referência na tipografia, por detalhes como o equilíbrio existente entre a elegância, a economia e a praticidade que a caracterizam. Apesar do seu surgimento datar de século XVI, a tipografia original só foi identificada correctamente em meados do século XX.

Alguns detalhes que podem ser apreciados nesta fonte, são características únicas da forma da letra “a” e o olho na letra “e”. Suas elegantes serifas e formas leves colocam-na a disputar o lugar da fonte serifada mais popular do mundo com a Time News Roman. É ideal para projectos que contenham texto corrido, pois, por conta da sua disposição permitem uma leitura natural do texto, por parte do leitor e permite uma economia natural do espaço, por parte de designers que trabalham com projectos editoriais.

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