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Você tem concorrentes?

Olá, pessoas!

Queria iniciar esse artigo perguntando se você tem concorrentes. Tem? Se tem, talvez esteja fazendo isso do jeito errado.

O mercado de design tem crescido muito nesses últimos anos. Um monte de novos profissionais vem aparecendo em todo lugar – o que é bom. Com tanta acontecendo no mercado agora, e com os requisitos só aumentando, talvez seja difícil conseguir clientes e expandir mais o seu business. É, pode ser. Mas também não.

Imagem: Fotolia da Adobe

É muito comum a gente imaginar o mercado e fazer comparações com outros criativos sobre se estamos no mesmo nível ou não. Mas quando essa fina linha passa para algo maior, as coisas mudam. Alguns profissionais têm medo de compartilhar seus processos criativos, conhecimentos e técnicas. Acham que fazendo isso, vão favorecer os concorrentes e ficar um passo atrás. Em minha opinião, esse é um dos maiores problemas da comunidade de design do Brasil – há pouca troca de conhecimentos entre os próprios designers, claro que nem todos, mas a maioria vive com ‘medo’ de alguém roubar seus clientes, suas formas de fazer as coisas e por aí vai…

Se observamos a comunidade de programadores/desenvolvedores, perceberemos que há uma troca de conhecimento muito maior que os designers, eles ajudam um ao outro, corrigem os bugs e tentam crescer juntos (em muitos dos casos).  Poucos são os designers que passam informações, dicas e macetes pra outros de forma a ajudar e querer que o companheiro de profissão melhore. Apesar de um grande aumento de pessoas assim, ainda é uma pequena parcela.

Pessoas, a troca de informações é o primeiro passo de uma comunidade forte.

Imagem: Fotolia da Adobe

É muito fácil reclamar do mercado, dos clientes, dos projetos, né? Mas porque é tão difícil dividir o conhecimento com o coleguinha? Tem medo de que ele roube o seu cliente? Se a gente é um bom profissional e faz um bom trabalho, não precisa ter medo. Se seu cliente tem confiança em você, ele não vai trocar você por outra pessoa. Será que você tá entregando o melhor dentro do contrato/negociação que você tem? Será? Claro, existem clientes e CLIENTES.

Mesmo que existam vários criativos na sua cidade, haverá espaço para todos. Cada um trabalha pra um público diferente, com propostas diferentes. Mesmo que o conjunto de habilidades sejam as mesmas, a forma, experiência e objetivos são variados. Não precisamos ter medo de trocar ideias com outros criativos. Não precisamos ter medo. Precisamos apenas fazer o nosso melhor e ser melhor a cada dia, para que assim, os clientes apareçam.

Por que não fazer algumas reuniões que melhorem a situação do profissional criativo? Por que não se juntar com outros designers para desenvolver um projeto? É esse tipo de raciocínio que queria compartilhar hoje. A troca de informações e conhecimentos entre colegas de profissão. Isso mesmo! Expanda o seu repertório, conheça pessoas, faça um networking , estabeleça parceiros e fique melhor a cada dia expandindo suas habilidades. Eu mesmo, tenho parcerias diferentes com vários designers e isso só me agrega valor.

Conclusão  

É importante saber quem é a pessoa também. Se você sabe que o caráter desse profissional é duvidoso, e ele pode prejudicar sua carreira, não é interessante falar de tudo com essa pessoa. Mas se você conhece um ou dois que pensam do mesmo jeito que você, que tal trocar ideias?

Outra coisa, você consegue indicar alguém pra um projeto? Muita gente não consegue fazer isso a aceita um projeto mesmo sem ter habilidades com aquilo. Tá errado, cara! Você tem que ter conhecimento próprio e saber que tipo de designer você é.   É um designer mais técnico ou artístico? Tem várias veias, mas acho essas duas as principais. Eu me considero um profissional mais técnico, mesmo tendo uma veia artística. Aí, se sou convidado pra um projeto muito artístico e sei que não tenho habilidade pra isso, eu não faço.  Melhor não fazer e reconhecer que você não é certo pra isso, do que forçar a barra e entregar algo que não é o que o cliente precisa. Se conheça!

Precisamos saber o tipo de projeto que podemos ou não pegar. E o que não for pra você, indica alguém que possa fazer – mas alguém que seja bom e que você tenha confiança. Isso não vai lhe fazer mal e agrega valor para a comunidade.

Então, mesmo com a proliferação de designers, não precisamos ter concorrentes, mas sim parceiros de trabalho para nos ajudar e até para indicar para projetos. Entende o ponto? O meu objetivo é apenas criar um mercado forte e que tenha o design como ponto principal para o negócio, para a vida. Apenas isso. E evitando situações como essa, que se consegue esse objetivo.

Gostou o artigo? Tem algo a complementar? Fala aí e vamos trocar ideias.

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Capa: Fotolia da Adobe.

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