Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno – traz um terror que não assusta e um filme confuso para o público!

Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno – traz um terror que não assusta e um filme confuso para o público!

Por alanvictor

Ato 1 – O que é Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno?

Vindo como mais uma tentativa de adaptar a franquia de jogos de terror da Konami “Silent Hill”. Este novo filme comprova que adaptar jogos para o cinema não é só trazer a imersão de estar dentro do jogo e referências para os jogadores árduos e fãs, mas também precisa de uma história coesa e que tenha sentido para quem está assistindo. Com isso, “Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno” vem com o seguinte nevoeiro de história: “Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno acompanha a terrível estadia de James (Jeremy Irvine) numa cidade aterrorizante. Quando ele recebe uma carta misteriosa de seu amor perdido após ter se separado dela, James é intimado a voltar para uma cidade esquisita chamada Silent Hill. Na carta, está a promessa de que irá encontrar sua preciosa alma gêmea novamente. No entanto, com o passar dos dias nessa comunidade antes reconhecível, eventos bizarros causados por uma força malévola desconhecida começam a acontecer.”

Ato 2 – Comentários gerais

Gostaria muito de dizer que este novo longa-metragem baseado nos jogos de “Silent Hill”, mais especificamente em “Silent Hill 2”, veio para revolucionar e quebrar mais uma vez com a maldição de adaptações ruins de jogos. Porém, não é o que acontece com “Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno”. Com um roteiro confuso, personagens com zero carisma e construção de universo nada coerente para o público geral, o filme se torna um amontoado de CGI, referências ao jogo, alguns jumpscares gratuitos e, a princípio, só quem vai entender o que está minimamente em tela de forma coesa é quem conhece a narrativa do jogo, nada mais.

James (Jeremy Irvine) é um pintor psicologicamente abalado e com traumas não superados que impactam diretamente na sua vida, mas, seja por conta do roteiro ou da atuação do seu intérprete, esse peso não gera conexão e identificação, mas sim estranheza e agonia para que termine logo, pois não é transmitido de forma agradável e fluída para o público como ele chegou nesse estado. Além do frequente diálogo expositivo da sua médica reforçando que ele não está bem, ao invés de mostrar de forma clara e visual para o público. Ademais, personagens secundários mal desenvolvidos e largados, por exemplo, Mary (Hannah Emily Anderson) e Laura (Evie Templeton), que têm falas soltas e ações com o simples propósito de deixar a narrativa vazia e confusa, ainda mais confusa para quem está assistindo.

Entretanto, nem tudo é um terror no pior sentido que a palavra pode ser usada. A escolha da direção em trazer a simulação dos jogos é algo certeiro. A fotografia e ambientação, que transita entre uma cidade cinza e sem vida e o inferno desgastado e destrutivo. Além de visuais bastante atrativos, principalmente para os criativos. Mas o excesso de CGI prejudica o pavor e preocupação com a segurança dos personagens. Se tivesse um uso maior dos efeitos práticos, a experiência de terror seria muito maior.

Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno (2026)

Ato 3 – Direção!

Já a direção dessa adaptação ficou nas mãos do diretor e roteirista francês Christophe Gans. Que já passou pela franquia em sua primeira adaptação, “Terror em Silent Hill” (2006), que teve uma boa recepção por parte do público. Contudo, mesmo com uma direção bastante criativa e buscando trazer planos e ângulos diferentes para trazer um ar de agonia, desconforto e confusão. Ao querer simular demais os jogos, o filme acaba se perdendo e gerando uma estranheza que mais atrapalha do que ajuda. E com o roteiro extremamente confuso, tudo acabou ficando pior. Mas deu para notar o carinho e dedicação do diretor em querer entregar algo decente e que agradasse tanto aos fãs dos jogos quanto à massa.

Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno (2026)

Ato 4 – Atuações

No quesito atuações, ninguém está atuando de forma horrível, mas também não está um suprassumo da atuação Só não sei dizer se a culpa é do péssimo roteiro ou dos atores. O protagonista James (Jeremy Irvine) se esforça para trazer nuances e camadas da psique de seu personagem, mas a caracterização não ajuda, e em momentos de carga emocional muito forte, ele não consegue sustentar. Mary (Hannah Emily Anderson) traz uma personagem misteriosa, cheia de traumas e apaixonada, porém não tem espaço para mostrar isso e acaba ficando no raso e simplificado das emoções. Laura (Evie Templeton), nossa querida Agnes de “Wandinha”, está aqui para mostrar o quanto ela consegue ser assustadora com seu olhar que não pisca, voz suave e levemente com efeito para deixar mais aterrorizante e ficar correndo de um lado para outro, sem explorar o potencial para atuação que ela realmente possui e já mostrou isso nos seus outros trabalhos.

Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno (2026)

Ato final – Conclusão

Sendo assim, “Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno” é um filme de terror que não dá medo e não assusta, com uma história confusa e mal contada para o público, uma adaptação que tentou ser mais jogo que filme, ao invés de achar o equilíbrio, e tropeçou em tentar agradar gregos e troianos. Tornando-se mais uma produção que tinha boas ideias, boas intenções, mas que foi executada errada, e nasceu mais um monstro que cai na lista de péssimas adaptações de jogos e também de piores filmes do ano de 2026. Porém, vá ao cinema, tire suas próprias conclusões e tenha essa experiência que pode te fazer dormir ou enlouquecer de tão tenebrosa.

Em exibição hoje nos cinemas!

Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno (2026)

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