Cinema e Séries

A audiência do cinema blockbuster

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Os filmes de heróis e seriados com dragões nunca fizeram tanto sucesso igual nos dias atuais, mas será que a maioria do público que consome realmente são os apaixonados por essas histórias?

Sabemos que o ser humano é um ser sociável e que precisa disso no seu dia a dia, quase que como um extinto de sobrevivência, precisamos ter contato com os nossos semelhantes.

O que talvez a natureza não contava é que um dia nós iríamos criar a internet e consequentemente às redes sociais, sendo que essas abordagens transformou totalmente a forma de se relacionar em nossa espécie.

Um bom exemplo disso é o tema do nosso artigo, o cinema blockbuster, que sempre levou grandes massas para suas salas, mas que talvez o motivo para que isso aconteça tenha mudado um pouco.

Em 1977, no lançamento do primeiro filme de Star Wars, que depois viria ser o episódio 4, nem o seu criador George Lucas imaginava o sucesso que faria em sua estréia, onde milhares de apaixonados por ficção científica lotaram as sessões para ver o ponta pé inicial das aventuras de Luke Skywalker.

Estréia de Star Wars em 1977 (Foto: www.flashbak.com)

E essa talvez seja a principal diferença, o público não é mais formado somente por apaixonados por ficção científica hoje em dia, mas também por pessoas que querem fazer parte desse grupo pelo simples fato da cultura pop estar na moda.

O nerds que antigamente eram mal vistos pela sociedade agora dominam as rodas de conversas para falar sobre cinema, livros e seriados.

E pelo fato do calendário de lançamentos de filmes durante o ano ter em sua maioria os filmes de aventura e o gênero de heróis, a indústria resolveu acompanhar essa tendência, gerando produtos derivados dessas obras que movimentam todo o mercado, sem falar nos influenciadores da internet, que em sua grande maioria tem esses assuntos como prioridade.

Público da San Diego Comic-Con (Foto: www.shutterstock.com.br)

Como disse antes, existe um público que nem é tão apaixonado ou nerd assim, porém não quer se sentir isolados naquelas rodas de conversas que mencionei anteriormente, então na medida do possível eles tentam acompanhar, mesmo que de maneira superficial, o que está acontecendo nesse mercado.

Esse comportamento é normal e aceitável, faz parte da nossa maneira de agir, sendo que de certa forma é até interessante de ver essa reviravolta de pensamentos durante as trocas de gerações, onde vale tudo para fazer parte de um grupo.

A grande questão é se o mercado cinematográfico vai acabar deixando de criar novas histórias ou vai se sustentar em franquias já consolidadas e explorar cada uma delas de maneira comercial?

Isso só o futuro vai dizer!

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