Design

A importância da cocriação

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Durante muito tempo o designer era visto quase como um artista, ao ponto de assinar os seus trabalhos e ser reconhecido pelo seu próprio estilo.

Os anos foram passando e com isso também foram surgindo novos tipos de abordagens, como o próprio Design Thinking, que trás uma ideologia totalmente oposta daquela que a gente conhecia sobre design e criação.

Sessão de Design Thinking (Foto: www.shutterstock.com)

Começamos a notar que para criar algo relevante para alguém, é de extrema importância trazer a maior variedade de repertórios possíveis relacionados ao tema, seja repertórios de pessoas que exercessem o papel dos designers, quanto os próprios usuários do projeto.

Esse tipo de pensamento se mostrou muito eficaz, afinal de contas, acabou trazendo a empatia como a principal ferramenta de um criativo na hora de sentir as emoções de um usuário em contato com um produto ou serviço.

Mas isso é algo novo?

Gosto de falar que todas essas abordagens possuem conceitos que todo designer já deveria ter, lições antigas que vem lá da escola Bauhaus de 1919, mas que por questões culturais, acabou se perdendo pelo caminho.

Um exemplo bem interessante sobre essa ideologia é o mercado cinematográfico, sendo que para um filme acontecer e ser visto por milhares de pessoas, ele depende muito de um processo colaborativo.

Se um filme não tiver uma direção de arte bem fundamentada, um roteiro que traz engajamento com seu público, atores que tragam excelência na hora de mostrar a essência de cada personagem e uma ótima direção de filmagem, dificilmente será um filme bem sucedido.

No filme O Poderoso Chefão de 1972 podemos notar isso acontecendo com maestria, onde o ator Marlon Brando que interpreta Vito Corleone aparece nas primeiras cenas do filme fazendo um carinho em um gato, algo que se tornou símbolo da cultura pop quando falamos sobre a máfia italiana.

Cena clássica do filme O Poderoso Chefão (Foto: www.evanerichards.com)

O mais espetacular disso é que essa situação foi um improviso do ator, até por conta dele vir de uma escola de atuação onde se usa muita improvisação com o que se encontra em cena, esse carinho no gato foi um achado.

O Coppola, que é o diretor do filme, poderia até ter cortado essa cena e pedido para o Marlon Brando seguisse o combinado, porém ele percebeu que aquele ato traria humanidade para um personagem tão poderoso como o Vito Corleone, e a cena acabou ficando no filme.

Esse é um dos exemplos de como funciona muito bem esses processos colaborativos, onde ouvir quem está do seu lado e encontrar insights que vão somar com os seus, pode fazer toda a diferença na hora de desenvolver um projeto.

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