Design

Cinco competências que um bom designer precisa ter

A ideia de pensar o designer enquanto um profissional imprescindível para estratégia da empresa, faz-me lembrar da velha discussão entre o que é artista e o que é designer, num aspecto em que o artista cria, muitas vezes de forma solitário para alimentar o seu próprio espírito (e dos outros) e o designer é chamado a resolver problemas concretos, mensuráveis, longe de vontades pessoais.

Pensar sobre o perfil ideal para um bom designer é complexo, as empresas, muitas vezes, são de naturezas diferentes, os problemas do dia-a-dia não são os mesmos em todas, e, portanto as soluções que estas propõem nunca serão exactamente as mesmas.

Muitas vezes me pergunto o que é necessário para ser um bom candidato à designer. E, confesso, é uma pergunta complexa, extremamente complexa. As escolas tem um papel importante na construção de um designer que responda as necessidades dos nossos tempos mas igualmente do futuro, mas estou convencido que isso apenas não basta. Há competências que não são aprendidas na escola, e precisamos de estar atentos e focados para que o seu desenvolvimento tenham lugar e assim possamos ser diferentes no mercado. Não é apenas um software que nos vai resolver questões mais profundas e essenciais de design.

Não me vou por em salamaleques, irei me socorrer de uma síntese de competências que, colocada por Borja de Mozota (2011), que, a meu ver é o que faz o perfil ideal para um designer interno, mas também indispensável a quem decide-se por uma carreira de consultor externo ou freelancer:

1. Direcção das competências que envolvem processo: estão relacionadas as habilidades como: comprometimento, entusiasmo, autoconfiança, orientação a resultados, orientação ao grupo, altos padrões;

2. Competências em design: criatividade objectiva, habilidade técnica, conceitual e relacionada a cores;

3. Competências em orientação empresarial: organização, planejamento, resolução de problemas, aptidões comerciais;

4. Competências em sistema e perspectiva: as habilidades relacionadas a colecta e uso de informações, pensamento estratégico e foco no cliente/ consumidor;

5. Competências interpessoais: estão ligadas a habilidades para construir relacionamentos, capacidade de influência, habilidades de apresentação e flexibilidades.

Penso nestas cinco competências como blocos interligados, saber comunicar uma ideia é imprescindível para um designer com uma visão clara de crescimento, a capacidade de organizar processos, não é essencialmente técnica, mas permite um trabalho que segue caminhos claros e que, de algum modo facilita o trabalho da pessoa/ pessoas que o desenvolvem. Não se trata apenas de habilidades técnicas de execução (também importantes), trata-se de compreender que o designer precisa reunir outras competências para de facto atribuir maior valor e melhores propostas de soluções aos problemas. Acredito no trabalho técnico, mas sem dúvidas que se o profissional tiver associadas a esta outras habilidades; comunicacionais, pensamento estratégico, humanas, estará a milhas de metros de distância em relação aos manipuladores de programas computacionais.

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