Design

Como o setor criativo tem ajudado o meio ambiente?

No dia 5 de junho é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, e o tema principal desse ano é a luta pela redução da poluição dos oceanos pelo plástico, que causa um número cada vez maior de mortes de animais marinhos de várias espécies.  O Brasil aderiu à campanha Mares Limpos, da ONU, e a hashtag #AcabeComAPoluiçãoPlástica (#BeatPlasticPollution em inglês) tomou as redes sociais, e contou com a ajuda de celebridades e pessoas influentes em sua divulgação.

Segundo dados divulgados pela ONU, cerca de 50% dos materiais plásticos consumidos são usados apenas uma vez, e em média 13 milhões (isso mesmo!) de toneladas de plástico chegam aos oceanos todos os anos. Estima-se que até 2050, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos. Isso é um sinal alarmante de que precisamos reduzir urgentemente o uso de plástico, visto que esse material demora em média 400 anos para se decompor na natureza.

Para isso, países do mundo inteiro estão adotando medidas que contribuem com a diminuição do uso de materiais plásticos no dia a dia de seus cidadãos. É o caso, por exemplo, do Chile, que acaba de aprovar a lei que proíbe o uso de sacolas plásticas no comércio (a lei deverá passar a valer em até dois anos), e a Inglaterra, que já havia adotado medidas para abandonar o uso de canudos de plástico, usados uma única vez e geradores de grande parte da poluição dos mares.

E o que o setor criativo pode fazer a respeito disso? O design, principalmente nos dias de hoje, pode ser facilmente atrelado à sustentabilidade, e deve ser. Cada vez mais vemos alternativas que respeitam o meio ambiente e geram produtos altamente sustentáveis.

A União Europeia, por exemplo, tem como iniciativa investir no eco-design para atingir uma significativa redução no uso de plástico. A ideia é substituir os materiais de plástico comum (como sacolas e garrafas) por plásticos biodegradáveis. Além disso, eles pretendem fazer melhorias nas ações de reciclagem, para aproveitar ao máximo os resíduos. Assim, até 2050, a União Europeia deve reciclar cerca de 55% de todo o seu plástico. (Fonte)

Outro meio criativo é o do escocês James Longcroft, que criou uma alternativa bem eficiente ao uso de garrafas plásticas. A garrafa criada por ele para a chamada Choose Water é feita de papel reciclado na parte externa e se decompõe em três semanas. Bacana, né? Todo papel é doado por empresas, e a parte externa é feita com um material desenvolvido pelo próprio James. É esperado que o produto possa ser comercializado até o final do ano, por cerca de R$4.

Nas matérias-primas, o Polietileno Verde é outra inovação que já tem trazido grandes resultados. Ele, ao contrário do polietileno tradicional, que é derivado do petróleo (uma fonte não renovável), é derivado da cana-de-açúcar, e emite muito menos gases em seu processo de produção. O material já é utilizado em várias indústrias, conta com as mesmas características da versão tradicional e ainda é 100% reciclável. A Braskem é responsável pela produção no Brasil.

Pensando também na redução, a iniciativa Menos 1 Lixo vem trazendo uma maneira muito mais sustentável de consumir líquidos ou quaisquer outros alimentos.

Com a criação de um copo retrátil feito a base de silicone, o projeto idealizado pela Fe Cortez visa, além da redução do uso de copos descartáveis e do consumo de água (um copo descartável usa uma média entre 500ml e 3L de água para produção, enquanto a lavagem de um reutilizável gasta apenas entre 100ml e 400ml) um produto resistente, prático e funcional, e livre de materiais não desejados que podem ser encontrados nos plásticos comuns. E tudo isso com produção 100% brasileira. A própria Fe conta tudo o que você precisa saber sobre o copo nesse vídeo aqui:

E aí, se inspirou em algumas dessas alternativas para a redução de lixo? Todas elas são alternativas incríveis e têm o mesmo foco definido, que é a melhoria das condições ambientais do planeta. Pense no que você também pode fazer para acrescentar a essas alternativas, e como pode ajudar a tornar o nosso planeta um lugar melhor e menos poluído.

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