Tecnologia

Durante a Copa, não marque gol contra na rede da sua empresa

A sua empresa está preparada para assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2018? Então, além dos horários dos jogos, um aviso: é bom pensar também no time de suporte que entrará em campo para garantir que a rede balance apenas lá na Rússia e não na sua internet. Afinal, como sua operação vai lidar com o provável, aumento do número de acessos aos vídeos dos jogos por streaming? Já se perguntou sobre isso?

O fato é que a transmissão dos jogos gera um consumo muito grande de internet. E mesmo que as empresas liberem os funcionários nos jogos do Brasil, as pessoas podem querer acompanhar as seleções de outros países pelas máquinas da empresa ou nos celulares. Ou, ainda, há aqueles que desejam se manter informados sobre as notícias da Copa, e acabam acessando conteúdos em sites não confiáveis ou de phishing. Vale lembrar que, em períodos de eventos desse tipo, circulam na internet muitas promoções para confundir internautas e gerar ciberataques. É preciso estar preparado para isso.

Isso porque nem sempre a rede está configurada de maneira adequada para que o aumento da demanda de usuários não interfira na sua usabilidade, e dificulte o acesso aos sistemas corporativos e sites que interessam aos negócios. E com os processos das empresas cada vez mais integrados em nuvem, acredite, é fundamental pensar nessas questões para evitar prejuízos financeiros e de segurança digital.

Para resolver essas questões, o caminho é pensar em uma boa Política de Qualidade de Serviço (QoS, da sigla em inglês), aplicada na infraestrutura da rede, e com a devida priorização de cada tipo de acesso. Com isso, é possível mitigar os riscos não somente durante a Copa, mas durante qualquer período.

Em geral, há muitas formas de controlar o uso da internet, algumas empresas utilizam servidores de proxy para limitar o acesso à banda, outras fazem isso por meio de um roteador de internet. Mas isso vai depender da infraestrutura de cada empresa.

Time de especialistas

O ideal é que as empresas tenham um time de profissionais capacitados para mapear corretamente quais são os acessos corporativamente válidos, que tipo de conteúdo pode ser aberto, ou até para bloquear completamente a internet em alguns casos. É possível implantar, também, uma rede separada, apenas para os acessos não corporativos por celulares e tablets, durante esse período. Essa é uma boa solução para as empresas que já adotaram a prática do BYOD (Traga seu próprio equipamento, em português).

Outro ponto essencial é que a empresa possa contar com um serviço de monitoramento que forneça o detalhamento do tráfego nesse período, e corrija problemas antes que afetem a performance da rede e o sistema corporativo. Entretanto, é importante reforçar que qualquer desses pontos críticos pode ser evitado com a correta configuração prévia da rede. Isso vale para a Copa, mas deveria ser, cada vez mais, a lição de casa de TI das empresas. E por que?

Primeiro, a última copa, em 2014, não vale como referência quando pensamos em aumento de tráfego de internet. Os jogos aconteceram no Brasil e muitas pessoas tiveram a chance de ver literalmente ao vivo. Sem contar que, para a tecnologia, quatro anos são bastante tempo. Ou seja, os desafios mudaram um pouco. Hoje em dia pensamos mais em estratégias para infraestrutura de rede nas empresas que atendam ao ambiente em nuvem. De lá para cá, o número de dispositivos móveis também dobrou.

Atualmente, por exemplo, o Brasil já soma mais de um smartphone por habitante, totalizando mais de 200 milhões de telefones ativos, de acordo com a última pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) sobre Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas. O segundo motivo é porque o período da Copa é só um exemplo do aumento do pico de tráfego que o ambiente de rede pode enfrentar. Para empresas que pensam em alinhar crescimento de negócios e segurança digital, um ambiente de rede saudável, devidamente preparado, é indispensável para atender a qualquer tipo de situação. Sempre será mais vantajoso prevenir incêndios em vez de apagá-los.

Texto por Luis Lhullier é Chefe do Escritório de Tecnologia da Nap IT – Network Solutions

 

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