O Som da Morte – O “Premonição” da nova geração! Uma nova abordagem da morte!

O Som da Morte – O “Premonição” da nova geração! Uma nova abordagem da morte!

Por alanvictor

Ato 1 – O que é O Som da Morte?

Com premissas e ideias similares de outros filmes de terror que caíram nas graças do público e crítica, “O Som da Morte” apresenta uma mitologia interessante, com boas ideias e o elenco com nomes bastante conhecidos para levar o público aos cinemas. Mas será que a morte faz som? É o suficiente para isso? O novo ataque da morte parte da seguinte premissa: um grupo de estudantes de ensino médio marginalizados encontra por acaso um objeto amaldiçoado: um antigo apito da morte asteca. Eles descobrem que, ao soprar o objeto, o som aterrorizante que ele emite convoca suas mortes futuras para caçá-los.

O Som da Morte (2026)

Ato 2 – Comentários gerais

Mesmo trazendo uma abordagem já bastante utilizada em alguns filmes de terror, como por exemplo: Premonição, Sorria e Verdade ou Desafio. Onde a morte, em seu conceito base, é a vilã implacável que caça os mocinhos. Além de regras de perpetuação da maldição, como uma doença, um ciclo de morte contínuo “O Som da Morte” não consegue ser autêntico o suficiente para se manter como um terror a ser aclamado, mesmo apresentando um novo aspecto da morte, onde todos nascemos com um dia certo para morrer e que, ao escutar o som do apito macabro, ele convoca as mortes, elas vêm cumprir o seu papel, então, quem acaba matando os protagonistas, são eles mesmos, só que em outro momento e uma versão bem mais aterrorizante. O que é uma ideia bastante criativa e interessante de se desenvolver.

Porém, o roteiro utilizado para este filme, fica totalmente no superficial tanto no conceito do mal estabelecido e em suas regras, quanto nos personagens apresentados. Todos são os estereótipos dos alunos de colegial norte-americano: a patricinha popular, a novata estranha, o nerd apaixonado, o atleta idiota e o professor mal caráter. Mesmo que em certo ponto, eles tentem quebrar esses padrões, ao colocar protagonistas LGBTQIA+ e trazer mais personalidade e construção desses personagens. Ainda sim, não foi o suficiente para dizer que eu amo eles e que me importo com o que pode acontecer de ruim com os mesmos.

Mas nem tudo é de se jogar fora nesta nova abordagem da morte. Como dito antes, a forma como a morte é colocada é muito criativa e atrativa para o público. Queremos saber mais sobre o “apito que chama a morte” e, de forma criativa, os personagens serão atacados e mortos por essa inimiga imparável Além disso, os atores conseguem trazer mais peso e carisma para seus personagens, mesmo que seus desenvolvimentos sejam bastante simples, o que faz com que alguns deles consigam criar uma conexão maior com o público, como por exemplo, a protagonista Chrys (Dafne Keen), nossa amada X-23, Ellie (Sophie Nélisse), a menina que roubava livros, e Rel (Sky Yang). Que, por conta de suas atuações, trazem camadas emocionais leves e carisma, que faz com que nos importemos mais com eles.

Outros pontos bastante positivos são a fotografia de certas cenas explorando o contraste de luz e sombra e a melancolia da chuva, uma trilha sonora bastante caprichada e que envolve, além de referências a outros filmes do gênero e personagens cults, como “O Corvo”.

O Som da Morte (2026)

Ato 3 – Direção!

A direção do longa-metragem ficou nas mãos do diretor e produtor Corin Hardy, que ficou mais conhecido pelos seus trabalhos em “A Maldição da Floresta” (2015), “A Freia” (2018) e “Gangs of London” (2020). Que tiveram avaliações mistas entre o público e a crítica. Mas em “O Som da Morte”, mesmo que ele abuse de falsos jumpscares para trazer sustos momentâneos, Corin mostra ser um diretor bastante criativo e que gosta de brincar com a câmera, explorando ângulos tortos que deixam o espectador desconfortável, além de explorar a beleza através do horror.

O Som da Morte (2026)

Ato 4 – Atuações

Um ponto positivo para “O Som da Morte” foi a escolha de seu elenco principal. Seja pela ascensão em Hollywood ou o talento dos atores, escolher Dafne Keen como protagonista foi um acerto e tanto, já que a história tem muitas conveniências de roteiro e exposição, e colocar uma atriz que é querida pelo público jovem é um grande apelo. Dafne, mesmo interpretando uma gótica com um passado conturbado, traz camada de força, humor, empatia e amor à personagem, fazendo com que nos conectemos com sua personagem. Sophie Nélisse traz uma doçura e amor puro em sua voz e olhares, o que traz um ar de positividade em meio às mortes. Sky Yang é um jovem espirituoso, super nerd e cheio de energia e amor platônico, que se perde nas profundezas da dor e do medo de morrer, e consegue transparecer isso muito bem. Por fim, uma surpresa bastante inesperada: Percy Hynes White, de “Wandinha”, dá as caras no longa-metragem, mostrando que é talentoso, mas que fez escolhas erradas.

Ato final – Conclusão

Sendo assim, “O Som da Morte” tinha e tem um universo com bastante potencial a ser explorado e bem desenvolvido caso contratem um roteirista melhor. E mostra que, mesmo se inspirando em outros projetos para tentar repetir fórmulas, se bem executado, pode dar certo. Mas que infelizmente neste não foi o caso, mas ele consegue divertir e ter cenas bastante brutais e que ficam na memória. Caso o longa-metragem caia no gosto do público, existem grandes chances de uma nova franquia do terror ser estabelecida. Então, pegue seu ingresso e vá ver a X-23 versão terror, e cuidado com o som que a morte faz.

Em exibição nos cinemas a partir de 5 de fevereiro!

O Som da Morte (2026)

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