Fotolia

A Importância da Capa de Álbum na Atualidade

Pink Floyd

Fala criativos!

Espero que vocês estejam ansiosos para mais uma discussão interessante, pois hoje vamos analisar um assunto que é basicamente uma ponte entre a música e a arte: Capas de álbum de música. Vamos falar um pouco de como surgiram, qual o seu propósito antigamente e no cenário atual e como é possível criar artes que sejam relevantes.

SURGIMENTO

Para compreender melhor como foram geradas as primeiras capas de álbum, vamos voltar atrás no tempo e observar como era a distribuição digital no início do século 20: Bandas e músicos já existiam a certo tempo, porém a possibilidade de gravar em áudio começou no final do século 19 e foi gradativamente se aperfeiçoando até 1930 quando tivemos o surgimento das grandes gravadoras. Outra questão muito importante nesse cenário é a criação que um novo veículo de divulgação para a música: O rádio, mídia essa que estourou após a primeira guerra mundial como a forma de comunicação emergente, possibilitando não só a divulgação de notícias, mas a criação da estações de música.

Nesse cenário, a produção dos primeiros discos era feita como qualquer outro produto: Assim que produzido na fábrica de vinis, eles eram levados para lojas e vendidos pelo comerciante, geralmente a única diferenciação que eles tinha entre eles era uma luva de papel cartão com o nome do artista impresso e o vinil dentro. E é nesse momento que o moço abaixo se torna de crucial importância para nossa história:

Esse acima é Alex Steinweiss, um designer nova iorquino que na época de 1938 estava trabalhando como diretor de arte na gravadora Columbia Records e foi justamente através do insight de notar que as capas de álbum eram uma ótima maneira de chamar atenção para os artistas de sua gravadora que ele começou a explorar a mídia. Abaixo temos a primeira capa de álbum feita para os artistas Rodgers & Hart, a primeira das 2.500 capas que o designer fez ao longo de sua carreira:

ASCENSÂO

Não preciso dizer que a ideia de Alex fez tremendo sucesso e foi seguido pelas demais grandes e pequenas gravadoras e o que vemos nos anos seguintes é reflexo do quão importante, disruptivo e influenciador as capas de álbuns se tornaram. Inicialmente ouve claro um apelo mais decorativo, mas ao longo do tempo um dos principais objetivos das capas eram de causar reboliço nos consumidores das lojas de vinil, tanto pela complexidade como pela temática da arte, assim a produção da capa passou de ser apenas algo decorativo e começou a ser levado a sério como uma parte fundamental da experiência desse produto cultural. Nos anos 60/70, muito comum era ilustradores, artistas e fotógrafos renomados serem contratados para criar artes exclusivas e inovadoras, acho que você provavelmente já conhece algumas abaixo:

Passado esse período, um aspecto do consumo de massas começou a se tornar mais prevalente: A televisão passou a ser o veículo mais popular e não demorou muito para a indústria da música perceber isso e orientar a sua produção em torno. Foi nos anos 80 e 90 que tivemos o “boom” dos videoclipes, potencializados por canais como a MTV, as capas de album deixaram de apenas pensar no consumidor do varejo e a querer manter um identidade visual para o artista, mantendo uma coerência entre o que havia no álbum, o que era visto no videoclipe na TV e o show ao vivo.

Também foi durante essa duas décadas que dois formatos surgiram e se tornaram mais populares que o Viníl, se tratava na fita K7 e do Compact Disk, mais conhecido como CD. Essa diferença de formato também fez na época com que as gravadoras e artistas repensassem as capas complexas e cheias de detalhes, visto que a “tela” que agora tínhamos  era bem menor em relação ao grande tamanho do LP, logo abordagem mais minimalistas e conceituais começaram a ser utilizadas em detrimento de capas mais figurativas e psicodélicas.

ATUALIDADE

Como muitos vocês já sabem, o cenário da indústria musical mudou radicalmente a partir do momento que a internet possibilitou a existência da distribuição digital, isso não só mudava a lógica de acesso a música tanto pelos músicos querendo se divulgar como pelas pessoas querendo consumir musica. Se antes quem determinava o que e quem fazia sucesso eram basicamente as grandes gravadoras, a televisão e o rádio, a internet subverteu essa ordem ao possibilitar que um simples upload de um arquivo .mp3 de música fizesse uma banda famosa do dia para noite só através do compartilhamento de arquivos entre pessoas.

A dita “pirataria” fez com que muitas gravadoras ficassem temerosas e tivessem que ceder para novas plataformas digitais como o Itunes e mais recentemente as plataformas de streaming como o Spotify. Essa mudança, no entanto, também impactou a arte das capas de álbum, se lá no início de sua existência elas foram utilizadas como uma ferramenta para chamar atenção do consumidor no ponto de venda, depois virando um complemento para criar uma identidade visual para o artista, essa arte teria que gerar um novo significado no cenário atual. Assim, qual seria o papel delas hoje em dia? Tendo em vista que menos pessoas compram álbuns físicos e a maioria das plataformas mostram apenas um “thumbnail” da capa do álbum, apenas sendo melhor visualizados quando colocamos ela em tela cheia. Em um mundo extremamente visual com aplicativos como Instagram, Facebook e Whatsapp que possibilitam a troca de imagens em segundos, as capas de álbum continuam sendo a mais rápida e eficiente divulgação de um artista, assim podemos vemos um apelo muito mais conceitual nas capas, prezando muitas vezes por uma representação de um sentimento do que em ser figurativo como nos anos 60/70 ou em querer mostrar mais o artista como nos anos 80/90.

Concluindo, acredito pessoalmente que a arte de capa de álbuns ainda terá uma longa vida, não só por seu caráter informativo ao auxiliar a diferenciar uma obra da outra, mas também por seu caráter conceitual ao encapsular toda uma obra em apenas uma imagem. Creio que mais do que nunca, criar uma boa capa de álbum se trata menos sobre querer chocar e gerar vendas e mais sobre compreender a essência de um artista e isso com certeza é uma  arte que não irá morrer nunca.

E caso você esteja interessado em enveredar por esse meio, uma das melhores coisas que você pode fazer hoje é começar a criar capas fictícias por conta própria. Para isso, não meça esforços ao colocar o máximo de criatividade neste tipo de projeto, faça uso de mídias diversas, ilustração, fotos, montagens e o que for necessário para chegar em um resultado aprazível.

E já que estamos falando de recursos úteis para criativos, sabia que o Fotolia, o banco de imagens e videos da Adobe, está com 20% de desconto em sua assinatura mensal? Além disso, clicando aqui você ganha 1 mês de assinatura grátis + 5 imagens grátis, não perca.

Obrigado pela atenção pessoal, nos falamos no próximo post.

 

Clique aqui para comentar ( )