Comportamento

Como falar sobre Design para quem não é Designer?

Todos nós sabemos que embora seja uma profissão fascinante, o Designer acaba tendo vários desafios durante sua carreira, desafios que vão desde explicar o que o profissional dessa área faz em seu dia a dia até sobre a remuneração que ele deve receber por um projeto.

Outra questão que vem sendo levantada pelos profissionais é sobre sua atuação, já que agora temos outras frentes além do Design Gráfico, com os holofotes voltados para o UX Design, UI Design  e Design Thinking, muitos querem migrar para essas áreas.

Mas como sabemos, querer nem sempre é poder e por conta disso os Designers ficam frustrados com tudo que foi dito anteriormente.

Eu sendo um Designer, sei que não é fácil superar esses obstáculos, mas fica uma reflexão, você está falando sobre a importância do Design para quem não é?

Ficar esperando para ser notado por alguém que venha te dar uma oportunidade nessas novas frentes ou ser melhor remunerado não é algo que acontece do nada, as pessoas que vão valorizar seu trabalho tem que reconhecer um valor maior no que você está oferecendo.

Um empresário que é dono de um produto por exemplo, geralmente ele não vai ter noção nenhuma de Gestalt, Teoria das Cores, Tipografia, Teste de Usabilidade, Mapeamento de Jornada, etc. 

A única linguagem que ele entende é se o investimento que ele está fazendo em você vai ser lucrativo ou não para o negócio.

O Designer deve ser também um tradutor, podendo até falar da importância do seu trabalho, mas com argumentos que façam sentido para a perspectiva de quem vai usufruir de seus serviços.

E vamos além, não é apenas falar, mas sim coletar métricas que sustente o seus argumentos, é isso que vai dar credibilidade para a profissão.

Agora ficar apenas reclamando do mundo dizendo que as pessoas não compreendem o seu trabalho ou que ninguém paga o que é justo, já que você estudou tanto para isso, realmente não vai te ajudar em nada, muito pelo contrário, vai acabar causando mais frustrações.

Fale do Design, podendo até ser um evangelista do assunto, porém tome cuidado, entenda antes a perspectiva de quem vai te ouvir e traga sua narrativa para a realidade da pessoa que deseja atingir. 

A empatia é a nossa principal matéria-prima, então não deixe de exercitá-la!

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