DNA: A solução nada óbvia para o problema de armazenamento de dados.

Podemos dizer que armazenamento de dados se tornou um gargalo da tecnologia nos últimos tempos. O aumento do número da dados criados vem aumentando de forma exponencial mas as tecnologias para que esses dados sejam armazenados não estão conseguindo acompanhar o volume desse crescimento.

Os anos vão passando cada vez mais dados são produzidos, principalmente após a popularização dos smartphones, por volta de 2007, quando o saudoso Jobs anunciou o primeiro Iphone. De lá pra cá os aparelhos ficaram cada vez melhores e mais potentes, as câmeras melhoraram muito em questão de qualidade e performance devido a popularização da selfie, conteúdos e mais conteúdos foram sendo criados em foto e vídeo e, consequentemente, os arquivos dessas criações ficaram mais pesados também.

Passamos pela era dos cartões de memória e pen drives, aparelhos com memórias internas cada vez maiores, SSDs cada vez mais rápidos até adotarmos a nuvem como forma mais prática de armazenamento e acesso aos conteúdos criados, nuvem essa também conhecida como Data Center, um lugar enorme para guardar um número enorme de informação (ou você realmente achou que era São Pedro que tomava conta dos seus dados lá na nuvem?rs).

Data Center da Google na Irlanda.

O armazenamento de dados em data centers desempenha um papel fundamental na infraestrutura tecnológica moderna. Esses centros são responsáveis por armazenar e processar grandes volumes de informações, suportando serviços online, aplicativos e comunicações globais, como as fotos do seu gato que você posta no insta, os e-mails que você recebe do cliente pedindo pra dar aquele “tchan” e suas dancinhas no tico teco.

Como você viu eles ocupam um belo de um espaço e em relação ao tamanho de área construída, como os data centers são enormes complexos que abrigam racks de servidores e equipamentos de rede, essas instalações podem chegar a mais de 200.000 metros quadrados, o que seria aproximadamente o tamanho de 28 campos de futebol.

Quando se trata de consumo de energia, os data centers requerem uma quantidade significativa de eletricidade para manter seus servidores em funcionamento, resfriar o ambiente e garantir a confiabilidade dos sistemas. Em média, um data center típico consome cerca de 100 megawatts de energia. Isso é comparável ao consumo de energia de uma cidade de médio porte, abastecendo dezenas de milhares de residências.

Quanto à quantidade de dados gerados anualmente, os números são verdadeiramente impressionantes. Estima-se que a quantidade de dados gerados globalmente esteja na ordem dos zettabytes (ZB) por ano. Um zettabyte é equivalente a 1 trilhão de gigabytes. Para se ter uma ideia, isso seria aproximadamente igual a 1.000.000.000.000.000 gigabytes de dados gerados anualmente, o que daria para armazenar aproximadamente 4,35 bilhões de sagas completas do arco de Guerra Infinita, da Marvel.

Doideira, né?!

Porém, se com grandes poderes vem grandes responsabilidades, com grandes construções temos grandes problemas ambientais. Os impactos das construções na área construída, a alta demanda enérgica para manter os locais resfriados e densidade necessária para realizar o armazenamento dos dados são alguns dos pontos negativos dessas construções faraônicas.

Novas tecnologias estão sendo desenvolvidas para sanar essa problema, e uma em particular tem se mostrado muito promissora por possuir características diferenciadas, o DNA. Isso mesmo que você leu, o DNA pode ser a revolução que precisamos para solucionar a questão de armazenamento de dados nos próximos anos e é aqui, em solo tupiniquim, que estão acontecendo as pesquisas sobre essa nova tecnologia.

O IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas e a Lenovo firmaram uma parceria para este ambicioso projeto, chamado Prometheus.

O projeto Prometheus que estuda a possibilidade de armazenamento de dados em DNA é uma iniciativa de pesquisa que explora a utilização do DNA como meio de armazenamento de informações digitais.

O DNA possui características únicas que o tornam um candidato promissor para armazenamento de dados. Ele é uma molécula extremamente densa e estável, capaz de armazenar informações genéticas por milhares de anos. Além disso, a quantidade massiva de informações que pode ser codificada em pequenas quantidades de DNA é impressionante.

Nesse contexto, o projeto Prometheus busca desenvolver técnicas e metodologias para armazenar e recuperar dados em formato digital utilizando sequências de DNA. Essa abordagem envolve a conversão de informações digitais em sequências de nucleotídeos (A, T, C e G), que são os blocos de construção do DNA.

A conversão de dados em DNA envolve a atribuição de códigos genéticos específicos para representar os bits de informação. Esses códigos podem ser sintetizados em laboratório e, posteriormente, podem ser sequenciados para recuperar as informações armazenadas.

Uma das principais vantagens do armazenamento de dados em DNA é a sua alta densidade de informação. Estima-se que 1 grama de DNA seja capaz de armazenar bilhões de terabytes de dados. Além disso, o DNA também é resistente a danos causados pelo tempo, condições ambientais adversas e degradação natural, o que permite uma potencial longevidade do armazenamento.

No entanto, é importante destacar que o armazenamento de dados em DNA ainda está em estágios iniciais de pesquisa e desenvolvimento. Há desafios técnicos a serem superados, como a precisão da síntese e sequenciamento de DNA, o custo envolvido no processo e a velocidade de leitura e gravação dos dados.

Apesar dos desafios, o projeto Prometheus e outros esforços de pesquisa estão avançando na exploração do armazenamento de dados em DNA como uma alternativa viável para o futuro. Essa tecnologia tem o potencial de revolucionar o campo do armazenamento de dados, proporcionando soluções altamente eficientes e duradouras.

E ai, o que achou do futuro do armazenamento de dados? Pra quem imaginava carros voadores, até que estamos bem com a possibilidade de armazenamento de dados em DNA, né?!

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