Infraero completa 50 anos e celebra com um logo especial

No início do século XX, o Brasil viu nascer um homem que desafiou as leis da gravidade e capturou a imaginação do mundo: Alberto Santos Dumont. Com suas inovadoras invenções e voos pioneiros, ele se tornou uma figura emblemática da aviação, colocando o Brasil no mapa da conquista dos céus. Nosso Dumontzinho mostrou que era possível voar com máquinas aladas mais pesadas que o ar, levando ao delírio jornalistas, especialistas e o público francês ao ser o primeiro a decolar a bordo de um avião impulsionado por um motor a gasolina – o lendário 14 Bis – em Paris, no dia 23 de outubro de 1906. Sua visão e determinação abriram caminho para o desenvolvimento da aviação no Brasil e influenciaram gerações futuras de aviadores.

Passados quase sessenta e sete anos deste feito, em meio a uma época de rápidas mudanças e crescente demanda por transporte aéreo, o governo federal brasileiro fundou a Infraero, inaugurada em 1973, com a missão de revolucionar a infraestrutura aeroportuária do país. A empresa assumiu a responsabilidade pela administração e operação dos principais aeroportos nacionais, buscando garantir a segurança, eficiência e conforto dos passageiros.

Com o passar dos anos, a Infraero se tornou sinônimo de excelência na gestão aeroportuária, proporcionando serviços de alta qualidade e impulsionando o crescimento do setor no Brasil.

O primogênito

A identidade visual e o logo da empresa tiveram poucas alterações ao longo dos anos, porém essas alterações foram significativas, pois como está descrito em seu site: “o logo é um dos patrimônios mais valiosos da empresa.”.

A primeira versão foi criada em 1970, pelo publicitário Hugo Tavares Correa, que teve como inspiração principal o catavento. Ao chegar ao grande público o logo foi muito bem aceito e passou a ganhar mais significados além da inspiração original. O grande círculo central da composição passou a ser interpretado como a inicial da empresa, a letra “i”, e os traçados da composição fariam alusão as pistas de um aeroporto, representando também os quatro pontos cardeais e até mesmo as pás de um avião monomotor, aqueles aviões antigos que possuem o motor na parte da frente.

Antigo logo da Infraero

Podemos dizer que a criação cumpre o objetivo tanto de forma quanto de função. É um logo representativo que se faz entender de forma rápida ao analisarmos o contexto onde está inserido, cumprindo seu papel objetivo, mas também se torna fluido, aflorando seu lado artístico, aberto a interpretações, mas que sempre rodeiam o mesmo tema aéreo. Além disso, ainda existe um entendimento secreto sobre o logo, que exige um grande nível de abstração – ou nem tanto assim para olhos atentos – e se conecta com um outro símbolo nacional muito representativo apenas organizando de uma outra forma os elementos da composição.

Diz lá nos comentários se você sabe do que eu estou falando colocando #secreto e sua explicação.

A evolução

No ano de 2009 aconteceu uma reformulação para alinhar a identidade visual à missão e aos valores da empresa, trazendo modernidade e criatividade à composição da marca. Seguindo as tendências da época – você me diz se isso é bom ou ruim – o novo logo foi criado com um aspecto mais tridimensional, trabalhando luz e sombra para dar volume à peça e subtraindo a palavra “brasileiros”, já visando uma estratégia de internacionalização. O resultado foi um aumento na área do símbolo e uma reorganização de espaço entre as tipografias que compõem o logo.

Atual logo 3D da Infraero após reformulação

Agora que passamos pela área de chanfro&entalhe, bora continuar. Lembra que eu tinha dito no começo do texto que as formas do primeiro logo se conectavam com um símbolo nacional muito representativo? Agora ficou claro o que eu estava dizendo, né!? E não. Eu não estava falando dos chip que vendem na Uruguaiana, você para com isso hein hahaha

Brincadeiras a parte, eu falava da bandeira do Brasil, pois nessa reformulação de 2009 foram utilizadas as cores análogas as da nossa querida – nem tanto nos últimos tempos – e famosa flâmula. A nova identidade reforçou a identificação da empresa com o país, a parceria com o Estado e o auxílio no desenvolvimento econômico através da interligação entre as diferentes regiões do Brasil e do mundo.

A tipografia base do logo foi mantida, assim como a família de fontes para textos gerais da empresa, sendo a Myriade Pro Black usada para o nome principal “Infraero”, a Frutiger LT em caixa alta para o renome “Aeroportos” e a Arial para o alfabeto padrão.

Um pattern a partir dos elementos do símbolo também foi criado, deixando as composições com mais personalidade.

Os padrões da identidade visual criados a partir do símbolo

Se você está triste até agora com a tridimensionalidade do logo, engula esse choro pequena criança, pois nem só de 3D vivem os últimos dez anos. A reformulação também conta com uma versão 2D do logo, como mostra a figura abaixo:

Atual logo 2D da Infraero após reformulação

Olhem bem pequenos gafanhotos, nada de chanfro nem de entalhe, bem flat para o delírio de vossas senhorias. Mas se preparem, pois sempre podem nos surpreender com algum fator que contribui para um bom debate. Aguarde e confie.

O selo

Finalmente chegamos em 2023, ano do aniversário de 50 anos da companhia e uma marca importante assim não pode passar em branco. Para as comemorações quinquagenárias foi criado um selo especial, praticamente um novo logo que será usado nos 365 dias subsequentes ao aniversário.

Além do logo tivemos também a atualização da fonte do alfabeto padrão da identidade visual, passando de Arial para Futura PT Bold e Futura PT Medium.

Selo comemorativo aos 50 anos da empresa

O símbolo foi estilizado para que o número 50 fosse representado de uma forma blocada, se mesclando ao símbolo atual de forma harmoniosa e consistente, mantendo as cores da bandeira nacional, assim como nome e renome.

Eu sei que você está se perguntando o motivo, razão e circunstância de o texto estar contido no símbolo. Eu também me perguntei e cheguei a conclusão de que foi uma escolha difícil – não como a do Estadão -, simplesmente técnica. Entre perder legibilidade em redução e ajustar a palavra ao símbolo, qual você escolheria?

E ai, o que achou da evolução do logo da Infraero? Curtiu o selo comemorativo? Deixa ai nos comentários sua opinião e diz o que você faria diferente.

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