Cinema e Séries

Lego Ninjago: O Filme | Ação, comédia e muita diversão na nova aventura Lego.

Empresa extremamente bem sucedida no ramo dos brinquedos e famosa por diversos cases de sucesso no relacionamento com os clientes, a Lego resolveu investir há algum tempo em jogos de videogame e filmes animados baseados em franquias consagradas e personagens de histórias em quadrinhos. Depois do relativo sucesso, passou a investir também em conteúdo novo, como o filme Uma Aventura Lego (The Lego Movie, 2014) e a série animada Lego: Ninjago. Estreia na próxima quinta, 28 de setembro, o longa metragem Lego Ninjago: O Filme (The Lego Ninjago Movie, 2017), dirigido por Charlie Bean, Bob Logan e Paul Fisher e estrelado pelo astro Jackie Chan. O filme é uma evolução natural do seriado em diversos aspectos, mas a qualidade da animação em comparação com o primeiro episódio da série salta aos olhos. Mesmo sendo um desenho animado, as cenas de ação são bem ‘coreografadas’, lembrando um pouco a confusão de elementos dos filmes dos Transformers.

Uma nova aventura: peças bem encaixadas no novo filme Lego.

O filme adota uma narrativa bastante comum em obras do gênero, mesclando um prólogo com atores reais e o desenrolar da história em animação. Jackie Chan faz o papel de proprietário de uma loja de antiguidades chinesas e, quando um garoto, vítima de bullying, pede pra que ele seja seu professor de artes marciais, é oportunidade para vir aquela lição sobre amadurecimento e aprendizado, bastante clichê em filmes infantis. Somos então apresentados aos personagens rapidamente, mas de forma clara e objetiva: os jovens estudantes enfrentam os problemas comuns da escola e lutam como ninjas para defender a cidade onde moram do terrível Lorde Garmadon. O problema é que o inimigo é também o pai do nosso herói, o misterioso Ninja Verde. Lloyd, o ninja verde, precisa de uma figura paterna para crescer. Lorde Garmadon, o inimigo, precisa de um filho para ter um propósito na vida.

Muitas piadas visuais e referências a outras obras da cultura pop brindam os pais pela paciência em acompanhar os pequenos, mas a dublagem brasileira é o quesito a ser ressaltado. O estúdio responsável incorporou algumas expressões atuais ao repertório de piadas e consegue, mais do que traduzir, realmente localizar o filme, tornando a experiência ainda mais natural para as crianças e divertida para os pais. Apesar de não ser um filme que vai ficar na memória de muita gente, durante aqueles 100 minutos de projeção, diverte e cumpre bem seu papel. Enquanto as novas produções da Lego não chegam, fiquem com o trailer e acompanhem a garotada até o cinema. No mínimo, você vai rir com eles.

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