Ato 1 – O que é Os Estranhos: Capítulo 2?
Continuando uma história que ninguém esperava ter uma continuação, mas algum gênio, inventou de fazer uma trilogia, gravada continuamente. Então, temos o filme “Os Estranhos: Capítulo 2”, que segue o drama e sofrimento de Maya, em mais um capítulo cansativo e desnecessário. Essa estranha perseguição, segue a seguinte motivação: após descobrirem que sua vítima, Maya, ainda está viva, três maníacos mascarados retornam para terminar o serviço. Sem ter para onde correr e sem ninguém em quem confiar, Maya se vê em uma luta pela sobrevivência contra psicopatas.

Ato 2 – Comentários gerais
Posso começar dizendo que esta continuação consegue ser minimamente melhor que o primeiro filme, por poucos motivos: elenco extremamente reduzido, perseguição e construção de mistério levemente decente, protagonista interessante, abordar o tema de estresse pós-traumático, uma ótima atuação da Madelaine Petsch, e não ter o Froy Gutierrez com muito tempo de tela. Mas, mesmo com esses pequenos pontos positivos, ainda não consegue se tornar um filme decente e que teria a necessidade de uma continuação. Pois a direção e roteiro são péssimos e acabam por deixar o projeto ainda mais decadente, já que, sem um bom roteiro e direção, não tem história que se salve.
Na trama, como comentado na introdução, a protagonista Maya (Madelaine Petsch) conseguiu sobreviver ao ataque dos psicopatas, mas com o preço de perder seu amor Ryan (Froy Gutierrez), muitas cicatrizes e traumas para o resto da vida. Nos primeiros minutos, eles buscam escancarar quem é um dos assassinos, e, fazendo-os descobrir que ela está viva, mas a energia de todo mundo nessa cidade é estranha, ainda persiste, porém, mostrar de forma tão gratuita quem é um dos vilões estraga a experiência, pois a diversão está em não saber quem eles são. Contudo, os realizadores buscam explorar o passado dos vilões para tentar trazer algum nível de profundidade e conexão. Só que eu não quero me conectar com eles, eles são psicopatas, além de que essa tentativa de aprofundamento deles é muito mal feita, ao utilizar flashbacks da infância dos psicopatas e como eles são crianças estranhas, mas a atuação das crianças é boa.
Um dos pontos que mais incomodou é que o filme não tem história para ser contada e fica se estendendo em uma perseguição pouco emocionante, falta de violência gráfica, cenas extremamente longas e cansativas e clichês de filmes slasher. Pois a Maya fica andando de um lado para o outro só fugindo e revisitando locais anteriores para reaproveitar o cenário, além de um longo período na floresta, que é extremamente chato e desnecessário, na tentativa de mostrar o sofrimento e modo de sobrevivência da personagem. Alguns poucos momentos bons e diferentes são a cena do necrotério, a do carro, em que a Madelaine brilha, explorando o estresse pós-traumático de Maya, e a cena dela tendo que fechar seu ferimento, que é clássica.
Entretanto, o péssimo roteiro faz mais escolhas ruins do que boas, já que, durante uma hora e meia de filme, a protagonista teve a chance de finalizar os seus perseguidores umas 5 vezes, mas sempre saía correndo ao invés de fazer o mais lógico, o que enfraquecia ainda mais a trama e a própria personagem. E deixando a trama repetitiva e dando sono. Esses detalhes me fizeram afastar ainda mais do longa-metragem e pedir para que acabasse logo de uma vez.

Ato 3 – Direção!
A direção continua nas mãos do diretor Renny Harlin, que possui muitos projetos em Hollywood, mas nenhum tão relevante, como, por exemplo, o filme No Fundo do Mar (1999). E, nessa continuação de “Os Estranhos”, Renny se mostra um diretor bem básico, pouco inventivo, fazendo abuso de planos abertos e distantes, além de prolongar demais cenas que poderiam ser mais curtas, deixando o longa-metragem ainda mais cansativo de se ver.
Ato 4 – Atuações
Nas atuações, não tem muito o que dizer, como o elenco é bastante reduzido, sendo sua maior parte de coadjuvantes e personagens secundários, que cumprem seu propósito. O destaque e peso de carregar a trama nas costas fica para a protagonista, Madelaine Petsch, que mostra ser uma ótima atriz, por conseguir trazer peso e veracidade em cada cena, além de muita beleza. Principalmente, com roteiro e direção bem difíceis de lidar. Sem dúvidas, ela é a força desse projeto, e eu não consigo desver ela como Cheryl Blossom, tal como Daniel Radcliffe como Harry Potter.

Ato final – Conclusão
Sendo assim, “Os Estranhos: Capítulo 2” se mostra uma continuação melhor que seu antecessor, porém desnecessária, com uma ótima atuação, roteiro e direção ruins, uma ideia interessante, mas mal executada. E olha que ainda teremos uma parte três, aparentemente, concluindo a história de Maya. Porém, para aqueles que gostaram do primeiro filme, irão se divertir nesse novo capítulo; para os que não gostaram, irão continuar detestando o projeto.
Dia 02 de outubro em exibição nos cinemas!
