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Cinema e Séries

Thor: Ragnarock | o trono de Asgard nunca foi tão concorrido

A infância nos ensina que a melhor pessoa para acabar com a briga entre o irmão do meio e o irmão caçula é o primogênito. E é justamente isso que acontece em Thor: Ragnarock, em cartaz nos cinemas brasileiros desde a última quinta-feira, 26 de outubro e o filme que certamente lotará salas no feriado da semana.

Enquanto Thor (Chris Hemsworth) estava preso em má companhia, seu irmão Loki (Tom Hiddleston) assumiu Asgard exilando Odin (Anthony Hopkins) em Midgard (nome dado à terra na mitologia nórdica). Até que o deus do trovão se safa e tenta resolver a situação. Nesse ponto, Hela (Cate Blanchet), a Deusa da Morte e filha mais velha de Odin, outrora exilada por seu excesso de ambição, consegue se livrar dos dois irmãos e assume Asgard para colocar em prática seus planos maléficos do Ragnarock, a destruição de reino. A irmã mais velha veio para unir os dois irmãos, que lutam juntos para lutarem só entre eles no futuro.

Com essa premissa, o novo diretor neozelandês Taika Waititi dá continuidade à saga solo do deus nórdico, que se arrisca no terceiro capítulo, dando continuidade aos sucessos Thor (2011) e Thor: Mundo Sombrio (2013). Dessa vez, Hemsworth está mais à vontade no papel, já que Thor está mais acostumado aos hábitos terráqueos e aprendeu com o mestre Tony Stark (opinião do diretor) a usar a ironia como ninguém!

De todos os filmes, pode-se considerar que esse é o mais engraçado. E ainda que uma parcela do público considere que o humor está além do que o roteiro suportaria com bom senso, é certo que a Marvel percebeu com seu Homem de Ferro (Deadpool nem se fala) que o grande público adora uma piada exagerada. Em contrapartida, Loki nunca esteve tão sério em seu destilo habitual de veneno e seu comportamento está mais maduro e resignado, ainda que não seja confiável.

Os efeitos especiais continuam sendo o carro-chefe do longa, que usa e abusa de viagens dimensionais e de diversas criaturas que fazem companhia a Thor durante o seu exílio em Sakaar. Contudo, diferentemente do cenário de guerra sempre presente em Vingadores, o terceiro Thor está muito mais colorido, divertido e alegre. Mesmo que Hela esteja apavorando Asgard com o Ragnarock e a vida em Sakaar não seja das melhores, os tons vivos predominam a fotografia do longa, que parece ser sempre dia ensolarado. Toques de neon permeiam toda a obra, da abertura ao encerramento nos créditos. A trilha sonora ganhou peso com Immigrant Song, do Led Zeppelin e a direção de arte foi primorosa em retratar os lugares por onde o deus do trovão passa em sua saga de volta a Asgard.

Como não poderia faltar em um filme da Marvel, Stan Lee e outros heróis marcam presença. Dessa vez, as aparições especiais ficam por conta do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) e do Hulk (Mark Ruffalo), que encontrou uma vida nada má em Sakaar. Idris Elba também retorna ao papel de Heimdall. Além de Cate Blanchet, os novos rostos são Valkyrie (Tessa Thompson), umas asgardiana que prefere não lembrar da terra natal e Grão-Mestre (Jeff Goldblum), o líder de gosto e caráter controversos de Sakaar. Valkirye e Hela (Blanchet) representam lados opostos do girl power e cada uma apresenta sua motivação para representar o lado que se encontra.

Por fim, vale salientar que Ragnorack não guarda nenhuma similaridade com Capitão América: Guerra Civil (2016) e os motivos pelos quais Thor e Hulk ficaram de fora da briga na terra estão expostos nesse pequeno “documentário” lançado pela Marvel e são devidamente explicados neste novo filme do asgardiano. O longa também não se esforça em adiantar o destino dos Vingadores em Guerra Infinita (2018). Confira abaixo o minidocumentário de Thor:

Aos desavisados, vale adiantar que Thor: Ragnarock possui 2 cenas pós-créditos, uma exibida logo após o clipe da ficha técnica e a outra propriamente ao final de todos os créditos.

O filme está em exibição desde a última quinta-feira, 26 de outubro e o trailer pode ser visto no link a seguir:

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