Ato 1 – O que é “Zona Zero” ou “Colony”?
Imagine uma situação em que um fungo parecido com o Cordyceps de “The Last of Us” e o T-Virus de “Resident Evil” tivessem um filho, graças a um cientista psicopata. Agora, imagine que ele resolvesse soltar essa arma biológica em um shopping para criar um novo “mundo” e uma nova “raça humana”.
Essa é a proposta do filme sul-coreano “Zona Zero”, cujo título original é “Colony”. Com isso, a ciência, o governo e os sobreviventes vão lutar contra essa ameaça viral.

Ato 2 – Comentários gerais
Para começar, somos apresentados aos personagens que vamos acompanhar nessa jornada de sobrevivência. Alguns têm menos importância, enquanto outros ganham mais destaque, como a protagonista Gong Seol-hee (Shin Hyun-bin) e o professor Han Gyu-seong (Go Soo), além do segurança e de sua irmã cadeirante, bem como de um grupo de jovens.
Mas o principal ponto de virada está na forma como a infecção se comporta, e os nossos sobreviventes vão ter que lidar com isso.
Diferentemente de outras produções do gênero, os nossos infectados são rápidos, aparecem em grande quantidade e ainda têm seu comportamento alterado a todo momento durante o filme. Isso porque o vilão Seo Yeong-cheol (Koo Kyo-hwan) utilizou uma pesquisa com fungos que apresentam um comportamento evolutivo e um sistema de aprendizado em colmeia. Assim, todos estão conectados e evoluindo constantemente, o que representa um perigo ainda maior e imprevisível para os personagens, já que eles terão que se adaptar o tempo todo se quiserem sobreviver.
Mas para por aí? Não! Além de todo esse caos, ainda há espaço para desenvolver uma espécie de thriller em meio a uma catástrofe biológica. A dinâmica é a seguinte: além de sobreviver aos infectados, os personagens precisam aturar um psicopata que está manipulando tudo como se fosse um jogo de xadrez doentio.
Isso traz mais camadas à história e apresenta uma proposta diferente do habitual, mesmo que certas ideias já tenham sido exploradas no passado, em outras mídias envolvendo zumbis e terrorismo biológico.
Ademais, a dinâmica de gato e rato com o antagonista, os efeitos práticos, os personagens que não são umas portas e realmente usam o cérebro, além dos plot twists maravilhosos, fazem com que “Zona Zero” seja uma produção de infecção zumbi bastante promissora.

Ato 3 – Direção
Quem coordenou essa horda de infectados foi o diretor e roteirista sul-coreano Yeon Sang-ho, que já é especialista em dirigir filmes de invasão e infecção zumbi e sempre surpreende o espectador. Como exemplos, temos “Seoul Station” (2016), “Invasão Zumbi” (2016) e “Invasão Zumbi 2” (2020).
Em “Zona Zero”, ele continua fazendo um trabalho espetacular, mas agora explorando um ambiente fechado e lotado de monstros bizarros. A direção busca explorar cada espaço para transmitir aquela sensação de “sem saída” e criar um dinamismo que deixa tudo frenético, mas sem impedir que você acompanhe o que está acontecendo. Tudo isso colocando a “colmeia” como a grande protagonista visual do longa.

Ato 4 – Atuações
Já no quesito atuações, o elenco de “Zona Zero” entrega muito, conseguindo fazer com que o público se importe com a sobrevivência dos personagens ou, pelo menos, de alguns deles. Gong Seol-hee (Shin Hyun-bin) é uma mulher introvertida, inteligente e determinada. Ninguém segura essa mulher! Já o vilão Seo Yeong-cheol (Koo Kyo-hwan) é detestável e insano, e você fica torcendo para alguém acabar com ele logo.

Ato Final – Conclusão
Sendo assim, “Zona Zero” é um filme que merece a sua atenção, seja você um amante do gênero ou não. Afinal, é uma experiência única e desesperadora, que vai fazer você ficar chocado e revoltado na cadeira do cinema. Então, já chama os amigos e vai conferir essa invasão de zumbis parasitas!
22 de outubro em exibição nos cinemas!
