Ato 1 – O que é “Kraken: Terror no Mar”?
Uma instalação científica na Groenlândia e um submarino russo acabam despertando uma criatura antiga e colossal dos mares: o Kraken. Com isso, uma missão para resgatar os tripulantes do submarino é montada, junto com tramas militares, drama familiar e uma gota de romance.
Nessa missão praticamente sem volta às profundezas do oceano gelado, seguimos a seguinte trama:
“Durante a Guerra Fria, um submarino russo desaparece no mar. O comandante Viktor Voronin lidera uma missão arriscada para encontrar seu irmão, enquanto um monstro marinho aterrorizante surge das profundezas após a destruição de uma estação polar.”
Ato 2 – Comentários gerais
Faz bastante tempo desde que tivemos produções explorando a mitologia do Kraken ou cefalópodes gigantes atacando embarcações ou submarinos militares. E “Kraken: Terror no Mar” bebe muito dessas fontes, mas acaba afundando bastante durante o caminho por tentar abraçar várias tramas e subtramas que não são bem desenvolvidas e que não agregam em nada ao ritmo e ao desenrolar da história.
Assim, tira o foco do que deveria ser a estrela principal do filme: o polvo gigante, que fica mais escondido e em segundo plano do que qualquer outro humano perdido no meio do mar.
Já que temos o problema familiar do protagonista, Viktor Voronin (Alexander Andrejewitsch Petrow), além disso, ele tem que se preocupar com conspirações dentro do próprio submarino, já que não querem que vaze a existência de uma arma superpotente russa. Além de mais uma subtrama romântica com Julia Brown (Diana Pozharskaya), que não leva a lugar algum e só toma tempo do principal objetivo: lutar contra um polvo gigante e sobreviver.
O filme passa praticamente duas horas andando em círculos, não desenvolve nenhuma das tramas de forma adequada e acaba ficando cansativo, já que algo mais relevante e movimentado só acontece nos vinte minutos finais. Outro ponto é que os efeitos visuais acabam oscilando bastante, tirando um pouco da conexão com a história.

Ato 3 – Direção
Quem pilotou esse filme foi o diretor, roteirista e produtor russo Nikolay Lebedev, que possui uma longa história no cinema russo, com filmes como “O Último Guerreiro” (2006), “Legenda nº 17” (2013), “Voo de Emergência” (2016) e “Nuremberg” (2023).
E, em “Kraken: Terror no Mar”, ele ama explorar planos abertos para dar o ar de imensidão e transmitir a talassofobia, além de tentar trazer peso com closes nos atores. Porém, a história fraca deixa tudo monótono.

Ato 4 – Atuações
No que diz respeito às atuações, o elenco consegue fazer um bom trabalho com o roteiro que lhes foi dado. Alexander Andrejewitsch Petrow (Viktor Voronin) traz um homem complexado e frustrado em seu ambiente familiar, com traumas relacionados à sua relação com o pai e o irmão.
Diana Pozharskaya (Julia Brown) interpreta uma cientista que está tentando sobreviver depois de ver sua equipe e sua base de pesquisa serem destruídas, além de ainda precisar lidar com tramas políticas e crenças sobre a existência ou não de um monstro mitológico. Os demais personagens não têm tanta relevância.

Ato Final – Conclusão
Sendo assim, “Kraken: Terror no Mar” tinha tudo para ser um ótimo filme de sobrevivência a um monstro marinho, mas escolheu focar em coisas pouco interessantes e deixar a estrela principal de lado, o que transformou o filme em mais um drama sem graça, com um plano de fundo de um polvo gigante bravo.
E, para quem quiser ter a sua própria experiência submarina, ele está disponível no Adrenalina Pura+.
