Sabe quando aquele seu amigo diz que a Inteligência Artificial vai dominar o mundo? Neste filme, essa realidade está com as horas contadas.
Um “Homem do Futuro” chega a uma lanchonete em Los Angeles para cumprir uma grande missão: impedir que a Inteligência Artificial domine o mundo.
Para isso, ele se aproveita dos clientes da lanchonete como reféns e tenta convencê-los a ajudarem a concluir essa missão.

O ator Homme Du, protagonizado por Sam Rockwell, vem para questionar a forma como está o mundo moderno: onde momentos que eram compartilhados com pessoas, agora se tornando momentos banais com um celular na mão.
A direção do filme conta com o renomado diretor Gore Verbinski, que foi realizador do icônico filme de terror “O Chamado” e também do filme “Piratas do Caribe” e que após algum tempo longe das telinhas, volta com uma produção roteirizada por Matthew Robinson, onde fez parte do filme “Amor e Monstros”.
E a junção dessa dupla faz chegar na estética e trama que esse filme tem. Com cenas dinâmicas, plot twist, movimentações de câmera e um roteiro recheado com um tom de terror e alívios cômicos que fazem você ficar preso do início ao fim.
Para dar vida a esse cenário, a escolha dos atores foi na mesma altura. Com nomes como Haley Lu Richardson e Michael Peña, além de Zazie Beetz e Juno Temple.
A atuação do Sam Rockwell também não deixa nada a desejar, com um personagem bastante sério quanto à sua missão, mas com os seus momentos de humor e ironia nas cenas, e que em alguns momentos me lembrou o nosso capitão Jack Sparrow.

Com isso, “Boa Sorte, Divirta-se e Não Morra” chega ao seu fim com uma grande reflexão para todos nós: será que estamos querendo viver uma nova realidade com as inteligências artificiais, ou a realidade que julgamos ser a real, na verdade, foi criada por ela?
Foi um filme que me fez rir em vários momentos, com cenas bastante eletrizantes e apreensivas, mas que, principalmente, me fez refletir sobre nosso uso das redes sociais e como isso pode impactar nossas relações fora delas.
O filme tem uma construção muito envolvente, fazendo com que você nem perceba sua duração. Pode começar como um filme bobo, mas que carrega bastante significado com o tempo. É aquele tipo de filme que você chama amigos, no final, todos terão muito assunto para conversar.
O filme estreia nos cinemas a partir de 23 de abril.
