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Criatividade no trabalho: um desafio que gera resultados

Ah! A Criatividade. Motivo de debates, desculpas e cursos. Sim! Muitos cursos que prometem ferramentas práticas e infalíveis para o “desenvolvimento de uma mente criativa”. Contudo precisamos analisar alguns pontos importantes e trazer luz à esse que é um dos temas mais discutidos da atualidade.

Dom? Super habilidade? Hereditário? Ah! A criatividade – atividade de criar – é um estado natural que se inicia na fase Pré-operatória. Este termo. cunhado por Jean Piaget, determina a fase em que na criança, a capacidade de substituir um objecto ou acontecimento por uma representação, esta substituição é possível graças à função simbólica.

“Trocando em miúdos”, essa é a fase onde a criança desenvolve as primeiras combinações de respostas, gerando possibilidades. Assim, somos todos CRIATIVOS desde a infância.

O que acontece é que pouco a pouco, somos moldados e limitados à lógicas de resposta e pensamento que tornam a criatividade algo excepcional, disruptivo (adoro esta palavra rsrs).

Então, aqui estamos nós discutindo sobre a criatividade no mercado de trabalho para qual fomos formados não para geração de soluções, mas sim para repetição de processos.

Acompanho diversas empresas, em setores e escalas diferentes e não é atípico ouvir:

“Eu não quero uma pessoa que pense e queira inovar. Quero alguém que siga ordens e opere de forma eficiente os processos que determinarmos”

Achou estranho? Ah! Mas isso é apenas para funções “menos importantes/estratégicas”, não é, Diógenes?

Não! Gerentes de projeto, Analistas,  CTO, VP e afins são as funções nas quais tenho a maior incidência de solicitação nesse perfil.

Continua achando estranho? Então, pare de achar!

Apesar do crescimento de eventos, abordagens e também cursos sobre um mercado cada vez mais “fora da caixa”, temos essencialmente um mercado tradicional e que opta por esse perfil e o porquê disto se encontra nos estudos sobre psicologia social, sociologia e outras áreas.

O que nos cabe aqui é que entendamos que a criatividade é o nosso primeiro processo (e) natural. Também é preciso compreender que – principalmente nas áreas ditas criativas – o conflito entre a necessidade de gerar soluções, conteúdo e a estrutura de trabalho encontrada em grande parte das empresas, associado com o fluxo de trabalho e péssimas rotinas, tem gerado profissionais cada vez mais vítimas de Estafa, o que em consequência gera os famosos bloqueios criativos – em primeiro momento – chegando até problemas mais acentuados e – infelizmente – comuns.

Por vezes, em diversas áreas da publicidade, marketing e afins, sofremos uma sobrecarga de informações dadas as necessidades criativas em conjunto ao relacionamento com outros profissionais, supervisores e clientes, mas é fundamental que você realize pequenas pausas para atividades mais reflexivas e relaxantes, equilibrando o desgaste e o tempo de recuperação mínimo necessário. Vale conferir meu artigo sobre ESTAFA MENTAL aqui no Design Culture!

 

A fim de “recuperar” a capacidade criativa, vamos arregaçar as mangas e suar um pouco com algumas boas práticas que podem lhe auxiliar nesse processos.  Vamos lá?

SEJA UMA ESPONJA

Aqui temos a questão base: estar aberto à conhecer e absorver insights! Criatividade ou o Processo Criativo exige que haja um mescla de conhecimentos (insights) e estímulos (inputs). Uma das boas práticas para isso é o Brainstorming – clique e confira um artigo completo sobre essa metodologia – onde conseguimos estimular a busca por soluções.

Para uma forma mais didática de estruturar um processo criativo, após ter claramente o problema à ser solucionado, podemos seguir esta lógica:

  • DESCOBERTA: Ter ideias é fácil, o complicado é colocá-las no papel. Por isso, nessa etapa você (individualmente ou em equipe) precisa de ideias soltas e em grande volume, ignorando a viabilidade e até legalidade.
  • DEFINIÇÕES: Aqui temos nosso primeiro filtro. Agora vamos selecionar dentre as ideias acima as que possuem viabilidade técnica, estrutural e financeira.
  • DESENVOLVIMENTO: Já filtradas, agora é hora de estruturar cada ideia transformando-a em solução. Aqui temos um ponto crucial para tomada de decisão sobre qual deve ser adotada.
  • ENTREGA: #PartiuAction. É hora de aplicar a solução fazendo os últimos ajustes

Vale ressaltar que cada ponto deve ser colocado no papel e lançando em uma ferramenta seja um Kanban, 5W2h ou quaisquer outras ferramentas para que seja visível e acessível à todos os integrantes ou à você.

Estimular a visualização/materialização da solução, desde sua concepção até o momento de estruturar e entrega é uma das formas mais efetivas de operar criativamente.

Falar é mais fácil do que fazer! Aqui o objetivo é trazer uma maneira prática de organizar dados e informações e gerar processos criativos. Dentro de cada ponto na estrutura que está acima, existem possibilidades diversas de abordagem e aplicação. Apenas a vivência contínua gerará hábitos criativos.

Agora é com você! Seria maravilhoso ouvir experiências e novas formas de desenvolver seu processo criativo no trabalho. Então, deixe nos comentário sua experiência, dúvidas e outras dicas. Só através do conhecimento colaborativo podemos gerar mais pessoas criativas e proativas.

Sucesso e muitos desafios!

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