Publi e MKT

Fake news ou meme?

Antes de começar este texto, vale esclarecer que ele não conterá nenhum teor de apoio político, mas sim uma análise sobre o começo de uma campanha eleitoral.

Desde que o ex-presidente Lula foi preso em pleno ano de eleição, a internet logo se dividiu entre os times #LulaNaCadeia e #LulaLivre. Nesses times, não há um público-alvo definido como estamos acostumados a trabalhar dentro da comunicação. O que existe é o povo brasileiro, afinal, ame ou odeie, o ex-presidente sempre foi considerado alguém “do povo”. Quando falamos sobre povo, entende-se que são diversos públicos e nichos misturados em um só grupo. São jovens e terceira idade, por exemplo, impactados pela mesma causa, seja apoiando ou sendo contra.

Na última semana, Lula anunciou que seu vice seria Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo:

Logo depois, surgiram alguns memes:

   

A “preocupação” de Lula e sua equipe foi com o primeiro meme, que leva o rosto de Pabllo Vittar, uma artista em ascensão e que constantemente é assunto na web. Então, foi decidido o seguinte comunicado:

Claro que a galera jovem e rata de internet caiu na gargalhada e a publicação viralizou rapidamente, fazendo com que o alcance orgânico tenha sido até mais que o esperado.

Contudo, precisava disso tudo para responder um meme? Sim. Conforme foi dito no início deste texto, o público-alvo de Lula é tão abrangente que nem dá para ser definido, pois ele carrega a imagem de ser do povo brasileiro. Dentro desse povo, existem pessoas mais velhas e, ainda, pessoas que não tem o mesmo acesso à informação/tecnologia como o famoso público da internet.

Se uma imagem como essa cai naquele grupo de tias com 60 anos e que descobriram o whatsapp recentemente, uma encaminhando para outra, que também encaminha para aquela amiga que sempre encontra na feira e assim por diante, certamente não seria interpretada como meme, mas sim como fake news.

Já para a galera atualizada, a postagem com Pabllo não passa de uma piada e a imagem explicativa poderia até caracterizar um possível oportunismo por parte da campanha de falar a língua da internet, uma das mais faladas no Brasil.

 

 

 

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