Design

O traço surrealista da Laila Arêde e a nossa entrevista

Olá, pessoas!

No artigo de hoje, vamos bater um papo bem legal com a Ilustradora Freelancer, Laila Arêde. Ela é estrategista de marketing na Skill Tree – uma escola de arte da arte digital especializada na indústria de jogos.

A gente conversou sobre o seu trabalho e um pouco da sua história como illustradora. Bora lá pra o papo que tá muito legal. :)

1 – Laila, qual foi sua motivação e o primeiro “push” pra começar a desenhar? Com quantos anos isso aconteceu?

Definitivamente foi por conta de animes (risos). Cismei em querer produzir umas fanarts para expressar meus sentimentos fangirl, e desde então, nunca mais parei de desenhar.

Tudo começou aos 18 anos. Passei grande parte da adolescência afastada de cartoons e animes, até que amigos me convenceram a ver FullMetal Alchemist Brotherhood, e pronto, cai no buraco e nunca mais sai dele (risos).

E vou abrir um longo parênteses pra expor mais a minha história: diferentemente da maioria dos ilustradores, eu não comecei a desenhar na infância.

Eu até queria, mas nunca tentava, porque achava que não era pra mim. Eu tinha um pensamento bem derrotista e achava que tinha que nascer com o famoso “dom” para fazer algo. Passei a infância e grande parte da adolescência acreditando nisto. Então, aprendi que desenhar é uma habilidade que dá pra ser aprendida, assim como matemática, ciências ou qualquer outra matéria específica. O mais irônico é que na época de escola, eu era a menina chata que falava “me desenha” pra minha amiga que desenhava. Hoje, ela faz engenharia e eu trabalho como ilustradora (risos).

2- Deu pra perceber que seu trato tem muita característica surrealista, meio misturada com desenho japonês dos anos 50, certo? De onde veio essa inspiração pra um traço tão… peculiar e bonito como esse?

Poxa, fico lisonjeada! Obrigadíssima!

Bebi muito das águas do movimento vanguardista mesmo, e também de artistas japoneses contemporâneos.

Aliás, eu já fiz o meu influence map — mapa de influência — duas vezes em anos consecutivos (2017 e 2018) — aliás, tá na hora de fazer o de 2019 (risos). Por esses mapas, dá pra ter uma noção boa das minhas principais influências e inspirações que colaboraram (e colaboram) na construção e manutenção do meu estilo.

3- Com um traço desse, o que você procura pra se inspirar? Filmes, livros, jogos, HQ’s…? De onde sai essas referências visuais? 

Como mencionado acima, tenho uma gama de artistas que me inspira. Mas além destes, todo tipo de produto midiático tem forte impacto na minha percepção estética (e também de narrativa), como: os filmes de Wes Anderson, Jordan Peele, Dario Argento e Jan Švankmajer; séries como Annie With An E, Pushing Daisies, Utopia, Killing Eve, Hannibal, Game of Thrones; os kdramas como Goblin, os videoclipes de artistas russos e coreanos; o movimento cultural brasileiro “Tropicália”; as fotografias de Petra Collins e Sydney Sie; as animações do estúdio LAIKA e Ghibli; e até as coleções de roupa da KYE e FENTY X PUMA me inspiram e muito. Se eu continuar…a lista nunca irá terminar (risos). 

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4- Você trabalha como ilustradora freelancer, certo? Quais dicas você dá pra quem está querendo atuar nessa área de forma profissional? O que ela precisa fazer? 

A primeira dica é: dedique-se aos estudos e na construção do seu portfólio. É muito importante crescer nos fundamentos do desenho, amadurecer sua arte… para assim, chamar atenção do mercado. E além disso, é na fase de experimentação e fomentação de portfólio que você vai traçando o seu estilo e que tipo de mercado quer alcançar: Games? Animação? Editorial? Mídias sociais?

Tendo um portfólio bacana, hora de se lançar no mar. Faça contatos — construa uma rede de networking nas redes sociais —, poste suas artes em todas as redes, interaja com o público, e vai expandindo o seu marketing digital pouco a pouco. 

Lembre-se que é uma caminhada, aos poucos você vai crescendo e a sua arte vai evoluindo junto contigo. Estamos em constante aprendizado, então, aproveite ao máximo cada fase da jornada. <3 

5- Tem algum novo projeto que você tá trabalhando recentemente? Se sim, pode falar alguma coisa sobre ele?

Sim! Neste momento, estou trabalhando com a escritora independente Suelen Lasquevski em um livro infantil, e também com a Moira Junqueira em um projeto animado infantil. Além destes projetos, estou querendo desenvolver um projeto de série animada, e também trabalhar em um projeto pessoal de HQ — pequeno spoiler. 

6- Pra finalizar, quais sites ou materiais você recomendaria para quem quer se inspirar e aprender sobre ilustração?

Eu vou fazer um pequeno jabá — porque trabalho com esta galera maravilhosa e sou suspeita (risos): recomendo muito a escola de arte digital Skill Tree para quem quer reforçar nos fundamentos ou dar um start nos estudos. 

Além disso, recomendo os seguintes canais no Youtube:

//www.youtube.com/user/LighterNoteProd/videos

//www.youtube.com/channel/UCI8GDFj5BQCQrSHITFebzkA

//www.youtube.com/channel/UC3ACPbqZDYj0XPnVMZTGqbw

Livros importantes:

  • Desenhando com o Lado Direito do Cérebro de Betty Edwards
  • A Psicologia das Cores: Como as cores afetam a emoção e a razão de Eva Heller 
  • Framed Ink: Drawing and Composition for Visual Storytellers de Marcos Mateu-Mestre 
  • Color and Light: A Guide for the Realist Painter de James Gurney

E de quebra, indico Pinterest para inspiração contínua. <3

Laila, foi um prazer trocar essa ideia contigo. Desejo sucesso nas correrias.

Pra quem quiser acompanhar mais o trabalho dela, dá uma seguida nas mídias que tem muito material.

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Graça e paz (e um café).

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