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Vale a pena ser um freelancer?

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Olá, pessoas!
Ser um designer freelancer é o sonho de muita gente. Vemos pessoas que deram certo trabalhando dessa forma, sem falar em estar no conforto de casa (na maioria da vezes), fazer o seu próprio horário e muitas outras coisas legais. Dentro da graduação, muitos jovens designers sonham em ser autônomos e não depender de ninguém para ganhar seu dinheiro, mas será que é fácil atuar na profissão dessa forma? Será que é pra todos?

Já vi várias discussões, artigos e vídeos sobre o assunto. Alguns dizem que é vantajoso, outros falam que não é seguro suficientemente, mas não se tem uma conclusão definitiva do que é melhor ou não. Por isso, é importante considerar os dois lados da moeda; tanto bons, como ruins.

#TRABALHO FIXO

Ao trabalhar em agências, estúdios, editoras… o dinheiro é fixo e ‘seguro’ todo mês. Independente da quantidade de trabalho que você realizou, o valor  é certo. Muitos contatos podem ser feitos, o ambiente é geralmente agradável e cercado de pessoas descoladas e da área, existe a vantagem de trabalhar coletivamente, participar de grandes projetos, além de café o dia todo e todas as regulamentações trabalhistas. São muitas vantagens para o seu crescimento profissional e pessoal.

Muitos aspirantes ou iniciantes da área tem vontade de ser grandes profissionais de empresas desse tipo. E não tiro a razão deles, até porque trabalhar coletivamente é algo muito legal. Mas claro que nem tudo é vantajoso. O ritmo nessas empresas é, em muitas das vezes, corrido e até meio frenético (principalmente em agências e estúdios), a cobrança existe e a pressão pesa no processo criativo de muitas das peças. Os horários são fechados e muitas vezes os serões acontecem (principalmente em algumas agências de maior porte).

Outra desvantagem de agência é a quantidade de trabalho que não corresponde ao valor que se é pago. Claro, isso não é uma regra, mas acontece em muitos locais. Dependendo do nível da empresa, os valores são justos e moldados pela quantidade de trabalho, mas em muitas das vezes, não funciona assim. É importante entender que essas empresas cobram mais caro por causa de sua estrutura. Logo, com o fechamento de um projeto, além da margem de lucro, o valor vai ser usado para contas e salários também. Entendam que não estou julgando nem ‘polemizando’, mas apenas apresentando as situações.

Uma das vantagens de agencias e estúdios é que você  só se preocupa com seu design. Na maioria das vezes o briefing, estudo de público e redação já passaram por outros setores até chegar a você. Dessa forma, fica mais fácil se concentrar naquilo que você domina. Se você não consegue organizar suas tarefas de forma correta ou não tem disciplina para trabalhar sozinho, essa pode ser uma boa ideia para a sua carreira.

Imagem: Fotolia da Adobe

#TRABALHO FREELANCER

Definir os seus horários, trabalhar em casa e escolher o que quer fazer é realmente muito tentador. Existem muitas vantagens no trabalho de freela. Você tem o controle de toda a situação, pode estipular seus prazos, todo o lucro vem apenas pra você e assim vai… Mas como qualquer coisa na vida, tem seus problemas também.
Trabalhar em casa pode ser confortável, mas muitas vezes os clientes não querem pagar pra alguém que ‘trabalha no quarto’ – muitos deles tem isso como algo preguiçoso. O dinheiro é inconstante, os clientes são irregulares; assim como as demandas.
Como falado antes, se você não consegue se organizar e ter disciplina com seus projetos, isso provavelmente não é pra você. Ser freelancer é trabalhar com muitas coisas além do design; é necessário saber um pouco de contabilidade, administração e principalmente, disciplina e organização.

Segue algumas recomendações:
– Defina os seus horários de trabalho e os cumpra: Não adianta dizer que é freelancer e acordar a hora que quer, assistir o dia todo e fazer as coisas nos horários errados. Você precisa levar o seu trabalho como um ‘regular’, com horários e tarefas a serem cumpridas.

– Tire tempo para organizar o seu fluxo de caixa e finanças: É muito importante que você tenha controle de todo o dinheiro que entra. Fazer cálculos e verificar os gastos é uma das prioridades;
– Tenha sempre um plano B: Tenha plena consciência que nem todo mês aquela grana certa vai entrar, por isso é interessante ter um caixa extra pra essas situações e saber como conduzir quando acontecer;

– Seja disciplinado: Como falado antes, fazer tudo sozinho exige muito mais de você mesmo. Não é nada fácil trabalhar sabendo que você mesmo é seu patrão. Mas encare como uma tarefa em uma empresa: se você não faz a sua parte, fica pra trás e perde;

– Reserve tempo para capitar clientes e fazer seu negócio crescer: quando se trabalha em algum lugar fixo, você só espera a demanda e faz o projeto. Já como freela, você precisa correr atrás do que quer e fazer acontecer. E isso é uma dificuldade de muitos designers, já que na maioria da nossa formação, isso não é ensinado, mas e fundamental pra o seu sucesso como empreendedor.
Além de tudo isso, trabalhar pra você mesmo não garante nenhum benefício trabalhista, só se você mesmo arcar com esses gastos. Hoje já existe o MEI que facilita muita coisa, mas mesmo assim é complicado e nem todos sabem lidar com isso, deixando a situação ainda mais tensa.

Imagem: Fotolia da Adobe

#CONCLUSÃO

Com os dois lados da moeda apresentados é interessante saber no qual você mais se identifica. Será que é mais vantajoso ser independente ou dependente? Você é organizado o bastante pra fazer tudo sozinho?  São essas e outros questionamentos que precisam ser feitos antes de decidir por qual lugar percorrer. Ambos os lados tem suas vantagens e desvantagens, como qualquer outra coisa. Eu trabalhei por um tempo como freela. Não é nada fácil. Hoje eu estou atuando em uma agência. Eu precisava de mais desafios e crescimento profissional. Por isso optei por trabalhar dessa forma e saber realmente como era – parando de ouvir o que muitos falam. Até o momento, estou gostando da experiência, mas penso que não é o que quero fazer por um período muito longo. Mas claro que isso é na minha opinião. Talvez você se sinta bem atuando dessa forma.

No final, é sempre você que sabe o que é melhor. Acima de tudo, você precisa se conhecer; saber se você pode dar conta desses trabalhos; se empenhar naquilo que escolher e tentar ser melhor a cada dia. Experimente os dois ambientes, sinta se é isso que funciona pra você, e se não for, procure se encontrar. Tem espaço pra todo mundo, você só precisa descobrir onde é o seu.

Imagem: Fotolia da Adobe

Como complemento, deixo o vídeo do Lucas Coutinho, aqui do DC – que fala sobre o mesmo assunto. Vocês podem conferir e tirar mais conclusões sobre o assunto.

Outra dica legal é acompanhar os podcasts do blog Aparelho Elétrico, que geralmente falam sobre assuntos relacionados a freelancers.

Gostou do artigo? Tem algo a retificar ou complementar? Fala aí nos comentários e vamos discutir sobre.
Uma xícara de café, sucesso e abraços!

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Imagem de capa: Fotolia da Adobe

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