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A Experiência do Usuário e a relação com o Design

Antes de começar, queria perguntar uma coisa: Você já acessou o site da Fotolia da Adobe? Lá, você encontra milhares de imagens e vídeos com royalties free para download. Existe muitos planos e promoções por lá. Confere acessando br.fotolia.com.

Olá, pessoas!
Talvez você leu o título do artigo e achou que eu estava errado pois existe a área de UX Design (há quem discorde), mas eu não estou errado (não totalmente, pelo menos). Ao decorrer do artigo vamos ver o UX sem necessariamente ver design.

A primeira vez que ouvi sobre o termo foi quando estava iniciando na área. Eu achei curioso o termo e fui pesquisar um pouco sobre o que era. Na época, lembro que existia muita associação entre o UX e o UI (e ainda hoje). A maioria dos artigos relacionavam os dois em suas colocações. Com o passar dos tempos e o aprofundamento de conhecimento, vi que as duas áreas trabalham entrelaçadas, mas não em todos os casos como muitos pensam…

UX é basicamente a experiência que um usuário terá com um artefato (digital ou físico) levando em conta os processos que caracterizam aquela ação, os sentimentos e a necessidade do público.

Muita gente pensa que UX é apenas relacionada com design de interfaces e o mundo digital. É até entendível, já que a maioria dos conteúdos sobre o assunto envolvem algum tipo de Interação-Humano-Computador (HCI), mas é interessante ressaltar que experiência do usuário vai muito além de sistemas e interfaces. Acho que muito do que vemos é resultado dos estudos de grandes pesquisadores da área, como Jakob Nielson, Jef Raskin, Dan Saffer, Donald Norman, entre outros. Com pesquisas e grandes desenvolvimentos sobre a área de interfaces.

Imagem por Fotolia da Adobe

Hoje, muitas agencias e estúdios já tem departamentos ou profissionais que trabalham apenas com essa função. O crescimento da busca por esse tipo de conhecimento tem aumentado nesses últimos anos, mas o que a maioria das pessoas esquecem é que UX não é apenas digital, mas qualquer tipo de experiência que um usuário tenha com um artefato. Por exemplo: imaginamos que um comerciante tem um pequeno supermercado. Nesse supermercado ele observa os hábitos de compra e como os clientes se comportam ao realizar as tarefas. Se ele percebe alguns processos demorados e complicados e busca soluções que ajudem os seus clientes a terem uma experiência melhor naquela atividade, ele está fazendo UX. E olha que nem envolveu o design, né? Não é a toa que isso tem aumentado tanto nos últimos anos; entender esses processos e situações facilita muito o desenvolvimento de qualquer projeto.

No design de produto, esse é um recurso usado nas fases de teste do artefato. Compreender como os usuários se comportam ao usar o determinado objeto facilita o processo até o resultado final do projeto. É interessante pensar em UX para mais coisas dentro do design além de interfaces. Como será a experiência do usuário final ao utilizar aquela embalagem que você está desenvolvendo? Entende? Esse é o meu ponto. Expandir nossos horizontes para levar mais em consideração como o público vai reagir com nossos designs. Claro, isso exige um conhecimento amplo do público e do seu comportamento. Mas você pode investir mais nisso na fase de pesquisa do seu projeto. Reservar um tempo para examinar o público-alvo daquele artefato afim de ter um melhor contato com eles e entender como ele agem. Quando essas informações são colhidas e examinadas, o projeto alcança um outro nível de qualidade. Pode crer!

Imagem por Fotolia da Adobe

Acho que não é necessário falar muito sobre UX aplicados a sistemas. Já se tem tanta coisa na internet, não é?! Mas vale a pena falar um pouco mais sobre a na sua forma mais conhecida.

Qualquer produto digital precisa de um time ou profissional de UX no projeto. É impossível criar um site ou aplicativo – por exemplo – sem considerar a experiência do usuário naquele sistema. Existem milhares de técnicas, macetes e formas de melhorar o uso daquele sistema, mas isso demanda muito conhecimento e principalmente: muita pesquisa. Projetos desse tipo, demandam de muitos testes de usabilidade do sistema, e como qualquer coisa no bom design, não é um processo rápido. Quanto mais dados e pesquisas são feitos, melhor o resultado final do artefato. A experiência do usuário não é apenas pesquisa sobre o comportamento do público no sistema. Milhares de outras áreas também precisam se mover para que o produto final funcione bem, por isso, o time é composto por várias funções e tipos de profissionais diferentes, entre eles: visual design, design de interação, HCI, arquitetura da informação, design industrial, design de interfaces e muitas outras. Confira o gráfico feito por Dan Saffer (http://www.kickerstudio.com/2008/12/the-disciplines-of-user-experience/http://www.kickerstudio.com/2008/12/the-disciplines-of-user-experience/) e entenda melhor:

Pra quem nunca ouviu sobre ou não entendeu direito, farei uma pequena análise do site da Fotolia pra que você compreenda melhor elementos  para a experiência do usuário dentro do sistema.

Ao acessar o site da Fotolia da Adobe, percebemos elementos que facilitariam a busca e interação do sistema com os usuários. Visite o site e acompanhe comigo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Destaquei alguns pontos com numeração para explicar um pouco da usabilidade do site.

01 – Informações apresentadas de forma fácil e direta: se considerarmos que alguém entre no site apenas para ter informações sobre o número da central de atendimento, essa informação já seria apresentada de cara. Dessa forma, evitaria o trabalho de vasculhar o site para obter o dado desejado;

02 – Apresentação do site de cara: supondo que alguém não conhece o site e tem acesso a primeira vez, fica logo de cara o que se oferece e as condições de uso da plataforma. Isso funciona para filtrar as buscas e tipos de mídias a serem apresentadas; também facilita buscas comuns sobre informações, preços e outros;

03 – Painéis claros e objetivos: informações uteis como login, cadastro e carrinho apresentados de forma que o usuário não tenha dúvida de onde aquilo está situado no site. Ele não precisa procurar, já está no local certo em qualquer parte do site;

04 e 05 – Busca facilitada: com dois painéis de pesquisa, o usuário tem mais facilidade de procurar pelo conteúdo necessário. Além de poder filtrar o tipo de conteúdo que deseja encontrar.

Viu como com apenas uma suprimida análise do site já encontramos elementos para uma boa usabilidade e experiência? E isso por que só analisamos poucos elementos e apenas da home do site. UX é isso; é facilitar o uso e como os usuários interagem com um artefato.

Imagem por Fotolia da Adobe

Pra quem se interessar mais, recomendo o Podcast  Movimento UX – lá, você encontra bastante conteúdo sobre UX com profissionais experientes da área. Além disso, recomendo o blog Coletivo UX, idealizado pelo Flavio Santana, aqui do DC – lá, ele e outros profissionais apresentam estudos, ferramentas, conceitos… sobre a área, sempre com bons conteúdos e com linguagem simplificada. Existem outros muitos sites sobre o assunto (principalmente em inglês) que você pode pesquisar, mas pra não me prolongar mais, citarei apenas esses 2.

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Pra finalizar, gostaria de deixar claro que a maior parte desse artigo é de cunho pessoal e de alguém que entende que UX é mais que interfaces, mesmo sendo minha área de estudo e pesquisar bastante sobre o assunto.  Você pode até discordar da minha opinião, mas o que falei faz sentido, certo? Entendeu o ponto central desse artigo? Esse assunto é amplo de tantas formas diferentes que fica difícil se aprofundar sem se estender. Aqui foi apenas uma ponta do iceberg apresentada pra vocês, ok?

Então é isso. Gostou do artigo? Fala aí nos comentários! Será um prazer conversar com vocês e saber suas opiniões sobre o assunto.

Abraços!

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Materiais úteis:

O que é UI Design e UX Design?

O que é UX design e por que é importante

https://brasil.uxdesign.cc/guia-completo-como-come%C3%A7ar-em-ux-design-bd21b9f23b8?gi=82520876ecef

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Capa: Fotolia da Adobe

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