Pinóquio: A magia do conto infantil volta às telonas com uma nova versão!

Pinóquio: A magia do conto infantil volta às telonas com uma nova versão!

Por alanvictor

Ato 1 – O que é “Pinóquio”?

Pinóquio é um dos contos de fadas mais conhecidos e amados no mundo todo, e já teve diversas adaptações ao longo dos anos. Em 2026, chega aos cinemas uma nova versão dessa clássica história infantil, vinda direto da mãe Rússia. Mas será que este conto ainda tem força o suficiente para encantar as crianças e seus pais a irem ao cinema? Na história, um trio de baratas rouba uma chave mágica de uma feiticeira para entregar ao velho carpinteiro Gepeto, para que ele possa realizar seu maior desejo: ter um filho. Mas nem tudo sai como esperado, e um tronco de madeira ganha vida. Com isso, ele constrói seu filho, Pinóquio, e juntos eles vão passar por diversas situações difíceis e aprendizados.

Pinóquio (2026)

Ato 2 – Comentários gerais

Esta nova produção russa de Pinóquio bebe do conto italiano criado por Carlo Collodi no ano de 1881, mas busca ter sua própria autoria e mensagem, seguindo caminhos diferentes do que conhecemos, o que, de início, traz um pouco de estranheza, mas ao mesmo tempo surpresa, já que é uma nova abordagem e acabamos sendo surpreendidos pelo inesperado.

Por exemplo, quem acompanha o Pinóquio durante suas aventuras não é o grilo falante, mas três baratas que estão narrando a história para o público e também são as causadoras de todo o enredo. Outra mudança drástica é a principal lição moral, já que, no clássico, ao mentir, o nariz de Pinóquio crescia, e aqui, o seu nariz já é grande normalmente, tornando-se algo meramente estético e um objeto de piada.

A lição moral muda para algo mais atual, como aceitação, inclusão das diferenças, abuso de autoridades e escolhas erradas que geram consequências ruins. Além disso, a Fada Azul é substituída pela Madame Tartaruga (Svetlana Nemolyaeva), que faz o papel do meio mágico que dá vida ao Pinóquio.

Ademais, diversas outras passagens clássicas não estão presentes e dão espaço para novas tramas e pontos de vista da aventura do boneco de madeira. O que, para alguns, pode ser algo bom, pois estarão vendo algo velho com uma cara nova, mas, para outros, pode ser um problema e gerar um afastamento da nova adaptação.

Com isso, tirando algumas inconsistências e facilitações de roteiro, como a motivação das baratas quererem ajudar Gepeto e como elas roubam facilmente uma chave mágica, além da limitação do CGI e do fato de ser um musical com músicas que não cativam, “O Maravilhoso Pinóquio” é um filme bem estilo streaming pipoca, para quando você não tem o que assistir e quer ver algo com o cérebro desligado.

Pinóquio (2026)

Ato 3 – Direção

A direção dessa nova versão ficou por conta do diretor, ator de teatro, produtor e roteirista russo Igor Voloshin, que já possui alguns projetos ao longo das décadas, como “Já” (2009), “The Cellar” (2018), “A Maldição de Medeia” (2022), “Senhor do Vento” (2023), “O Maravilhoso Mágico de Oz” (2024) e “Pinóquio” (2026). Aqui, ele tenta trazer a teatralidade para a composição das cenas, explorando muito o contraste de luz e sombra, expressões exageradas e “dançando” por cada cenário criado com os atores, além da grandiosidade dos musicais.

Pinóquio (2026)

Ato 4 – Atuações

No mar de atuações dessa nova versão, temos um elenco geral que traz a dramaturgia do teatro para a tela do cinema, com performances bem expressivas e exageradas, como em uma peça teatral, além de composições bem caricatas típicas de longas-metragens infantis.

Pinóquio (2026)

Ato final – Conclusão

Sendo assim, a nova versão de “Pinóquio” é uma produção que reinventa a história clássica, mas não é marcante o suficiente para ficar na memória. Ainda assim, vai divertir e encantar as crianças com as trapalhadas do “Maravilhoso Pinóquio”. Então, se você quer apresentar esse personagem clássico para seu filho, irmão caçula ou sobrinho, eles irão adorar.

Em exibição nos cinemas a partir de 19 de março!

Pinóquio (2026)

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