Coyote vs. Acme – O retorno triunfal dos Looney Tunes, com o humor clássico que faz você voltar a ser criança!

Coyote vs. Acme – O retorno triunfal dos Looney Tunes, com o humor clássico que faz você voltar a ser criança!

Por alanvictor

Ato 1 – O que é “Coyote vs. Acme”?

Quem diria que um filme já pronto para ser lançado, cancelado e, posteriormente, salvo, poderia ser uma das melhores produções já feitas pela Warner nos últimos anos?

“Coyote vs. Acme” vem com aquela proposta clássica de misturar o universo dos cartoons com atores reais, o que é um tremendo desafio, já que nem sempre esse tipo de proposta funciona bem. Seja pela interação nada convincente entre os personagens animados e os atores, pela história que força o foco nos personagens humanos, em vez de focar nos personagens que o público ama, ou por ter um roteiro fraco, que não cativa em nada.

Contudo, “Coyote vs. Acme” vai pelo caminho oposto e traz várias surpresas, com a seguinte premissa: “Após os produtos da Acme falharem vezes demais em sua perseguição incansável ao Papa-Léguas, Wile E. Coyote decide contratar um advogado de porta de cadeia para processar a Acme Corporation.”

Ato 2 – Comentários gerais

A partir dessa premissa simples, mas extremamente criativa, que conversa com o universo dos Looney Tunes e com algo da vida real, temos a fórmula para muita diversão, confusão e explosões.

Logo de cara, a história busca deixar o público curioso com um mistério envolvendo a famosa indústria Acme, uma empresa que sempre esteve presente nesse universo, mas que nunca tinha sido realmente explorada. Muitas perguntas sempre ficaram em aberto sobre ela.

Assim, pulamos para nossa velha dupla de “inimigos” e “amigos”, com a qual muitas gerações cresceram assistindo: Coyote e Papa-Léguas. Com uma cena de abertura nostálgica e muito divertida, que já diz muito sobre o humor do filme. E, após repetidas falhas e dores, com o incentivo da internet, Wile E. Coyote decide processar a empresa Acme, com a ajuda do advogado Kevin Avery (Will Forte) e de sua equipe, formada por sua sobrinha, Paige Avery (Lana Condor), Sal Maltese (Tone Bell), Dottie Jones (Martha Kelly) e alguns outros personagens do universo dos Looney Tunes.

Mas, ao decorrer da trama, após muitas explosões, carros destruídos, patos birutas e conspirações corporativas, nem tudo é o que parece. O filme é cheio de plot twists bobos, porém, que superfuncionam para o que está sendo apresentado, além de servirem como mais um tipo de piada para compor o longa-metragem.

Outro ponto que vale destacar é como as interações entre os personagens animados, os atores e o mundo real funcionam muito bem. Em nenhum momento você sente como se eles não fizessem parte daquilo ou não estivessem realmente ali. Pois tudo foi pensado para conquistar a sua criança interior, além de conversar com seu eu adulto e fazer uma ponte com os pequenos. O que torna “Coyote vs. Acme” um filme divertidíssimo para toda a família, onde o humor ácido, doloroso e afiado vai fazer você rir como se fosse uma criança novamente.

Entretanto, nem tudo é perfeito, já que a trama envolvendo os personagens humanos não é tão interessante, como de costume. Mas não chega a atrapalhar a experiência, já que o roteiro conseguiu dosar bem a participação deles e criar ótimas piadas que incluem ambos os núcleos.

Coyote vs. ACME (2026)

Ato 3 – Direção

Já a direção dessa briga judicial animada ficou nas mãos do diretor e cineasta Dave Green, que já trabalhou em alguns projetos diversos e significativos, como “As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras” (2016) e “A Felicidade é de Matar” (2021).

Em “Coyote vs. Acme”, ele mostra que tem um ótimo senso e timing cômico, recriando cenas iguais ou inspiradas no universo dos Looney Tunes, o que faz toda a diferença na hora de assistir, pois você se sente vendo o desenho clássico. E, provavelmente, o roteiro escrito por James Gunn, Samy Burch e Jeremy Slater também colaborou para a direção bem cartunesca de Dave.

Coyote vs. ACME (2026)

Ato 4 – Atuações

Entrando no quesito das atuações, tanto o elenco de voz quanto o elenco humano se dedicaram e se divertiram atuando nesse projeto. Will Forte (Kevin Avery) deu seu sangue e suor para mostrar que consegue contracenar e passar realismo ao interagir com um personagem animado, conseguindo trazer nuances dramáticas perceptíveis. Lana Condor (Paige Avery) é fofa, decidida e está ali para ser a consciência moral e espirituosa do grupo.

John Cena (Buddy Crane) consegue entregar um advogado charmoso e canastrão, que conquista a todos na lábia, mas que, por trás, leva chamada do Frangolino.

Coyote vs. ACME (2026)

Ato Final – Conclusão

Sendo assim, “Coyote vs. Acme” entra no pódio de um dos melhores filmes do ano, entregando um filme divertido, nostálgico, com piadas boas e uma história simples, mas muito criativa e bem executada. Fazendo o público viajar no tempo através da cadeira do cinema, é um filme que merece ser um sucesso não só de crítica, mas também de público e bilheteria, para que mais projetos assim sejam investidos e valorizados. Então, junte a família e os amigos e vão voltar a ser crianças com a velha briga entre Coyote e Papa-Léguas, agora contra a Acme.

Em exibição nos cinemas a partir de 27 de agosto!

Coyote vs. ACME (2026)

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