Guerra Civil – Filme Estrelado por Wagner Moura, é uma guerra de emoções!

ATO 1 – O que é Guerra Civil?

Guerra Civil, filme com o brilhante ator brasileiro Wagner Moura, é um conflito de emoções!

Divulgação/Diamond Films, Guerra Civil – 2024

A trama parte da seguinte premissa – “Nos Estados Unidos, em um futuro próximo, diversos estados se rebelam contra o governo americano. Com a guerra interna declarada por esses exércitos, denominados Forças Ocidentais e Aliança da Flórida, alguns jornalistas (Kirsten Dunst e Wagner Moura) se esforçam para cobrir o evento e contar a história. O problema é que o caos se espalha com intensidade e a ideia de rumar para a capital americana expõe o potencial de perigo do conflito para os cidadãos”.

ATO 2 – Resenha e comentários gerais

Logo nos primeiros minutos do longa metragem Guerra Civil já diz ao que veio! colocando o espectador numa situação de conflito entre a população e o exército. E apresentando o casal de protagonistas Lee (Kirsten Dunst) e Joe (Wagner Moura), uma fotógrafa de campo/guerra e um jornalista amante por registrar e vivenciar momentos de guerra. Ambos têm o objetivo de entrevistar o presidente antes dele ter a sua queda e registrar seus últimos momentos em Washington D.C. Com isso, em meio ao caos, eles encontram uma jovem jornalista iniciante chamada Jessica (Cailee Spaeny), que segue os passos de Lee como profissional e busca ser igual a ela no futuro, que acaba embarcando nessa viagem para se provar como jornalista de guerra. O último integrante que é apresentado é Sammy (Stephen Henderson) um velho amigo de jornalismo dos protagonistas que insiste em ir junto com eles nesta viagem para Washington D.C com medo do que possa acontecer com seus amigos de profissão.

Com um objetivo traçado e um grupo formado, eles partem nessa jornada de atravessar os EUA em meio a uma guerra civil para poder captar esse momento único. Durante o percurso, vamos conhecendo cada um desses 4 jornalistas que possuem vivências, experiências, sentimentos e pontos de vista completamente diferentes, se conectem e registrem imagens tortuosas da guerra arriscando suas vidas para fazer história e justiça. Mas infelizmente, a vida de um jornalista não é fácil para poder mostrar a realidade e como o ser humano perde o senso moral e de humanidade quando está no campo de guerra.

Divulgação/Diamond Films, Guerra Civil – 2024

ATO 3 – Direção

Por trás das câmeras, conduzindo esta obra prima, temos o escritor, roteirista, produtor e diretor de cinema britânico, Alex Garland, que possui um longo e belíssimo currículo em Hollywood. Alguns de seus trabalhos são Extermínio (2002), Aniquilação (2018), A série Halo (atualmente), o remake de Dredd (2012), Caçada ao presidente (2014) e Ex-machina: instinto artificial (2014).

Alex, consegue fazer um filme extremamente intimista, com aspectos documentais, mas com um ar de grandiosidade e urgência que só um bom longa-metragem de guerra tem. Ele traz uma fotografia linda que mistura o preto e branco do jornalismo documentário, além de trazer um peso maior a cena ou imagem. Abusa de planos abertos, mostrando o caos, a dor e a destruição causada pela guerra. Planos próximos explorando a carga dramática no limite que seu elenco consegue passar para o público. Por fim, composições de cena de tirar o fôlego e que ficam marcadas na memória, por exemplo, quando os protagonistas após um momento desesperador, passam por uma floresta em chamas e elas iluminam quem está dentro do carro, as fagulhas parecem vagalumes que trazem um ar de felicidade e paz em meio a dor.

ATO 4 – Atuações

Já nas atuações, o quarteto principal entrega tudo! Com destaques para a eterna Mary Jane (Kirsten Dunst), que consegue passar só com o olhar a dor, angústia e sofrimento de uma jornalista que já registrou barbaridades pelo mundo inteiro e acabou por se perder em meio às guerras como pessoa e mulher. Wagner Moura, Nosso talentosíssimo ator tupiniquim, que está crescendo cada vez mais lá fora, mesmo com relativamente poucas falas, consegue entregar um jornalista boca suja, carismático, controverso e que ama adrenalina de estar inserido na guerra, mas que também tem suas dores, seus traumas como qualquer pessoa.

Cailee Spaeny, que dá vida a jovem e ingênua jornalista iniciante Jesse, consegue ter seu espaço e passar com naturalidade sua falta de conhecimento de mundo, o amor pelo seu ídolo, e a transição natural para a realidade da carreira que a mesma busca seguir. Stephen Henderson, Sammy, é um senhor simpático, com muita experiência de vida e profissão, que arrisca a vida pois se preocupa e ama demais seus colegas de profissão, e provavelmente vai tirar uma lágrima do espectador.

ATO FINAL – Conclusão

Guerra Civil é uma obra digna de indicação e premiação ao Oscar de 2025, um filme que vai muito além do comercial.  Que tem uma mensagem a ser passada para quem assiste. E mesmo sendo uma obra densa, abordando um tema doloroso e sufocante, consegue tirar alguns sorrisos por conta do carisma de seus personagens e boas piadas na hora certa. Mostrando um pouco de como é o trabalho de um jornalista sério, principalmente que estão no meio do conflito arriscando suas vidas para registar a história e as barbaridades da guerra.

Acho que não restam dúvidas que é um longa-metragem para ser prestigiado nas telas do cinema, então não perde tempo e vai conferir essa obra de arte, a partir do dia 18 de abril nas salas de cinema.

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