Design

UX Writing + Design Instrucional = LeX?

Ajudar o usuário e fazer um bom design para um sistema precisa, cada vez mais, da ajuda desse profissional em Learning Experience.

Nos últimos anos o movimento pró-usabilidade e busca pelo “bom design” têm movimentado bastante a comunidade e deixado muito em evidência que investir em design é uma decisão estratégica acertada, aumentando a aceitação/adoção do produto e evidenciando boas experiências.

UX Writer

O UX Writer ganhou força nesse cenário, sendo um aliado do Product Designer na construção de melhores formas de escrita, possibilitando um entendimento mais claro e direcionado. Esse profissional bebe de fontes como jornalismo, criando ótimos copies (ou microcopy) que possibilitam o entendimento da instrução, seja ela um título em campos de formulário ou feedbacks mais claros do sistema.

Empresas como AirBNB, Uber, Nubank e iFood mantém em seus times o papel do UX Writer e você já foi impactado por esse profissional ao usar os produtos dessas empresas ou receber suas notificações.

Outra aplicação de UX writing, cada vez mais presente no nosso cotidiano, é quando envolvemos interfaces conversacionais (chatbot).

Designer Instrucional

O Designer Instrucional (DI), por sua vez, se reinventou e saiu das trincheiras das instituições de ensino e ganhou as graças das empresas de produtos digitais. Esse profissional é capaz de criar modelos e materiais educativos e instrutivos, sendo aplicados em capacitações e treinamentos de software ou certificações.

Nesse cenário de design instrucional você vai encontrar equipes em produto como os desenvolvidos pela TOTVS, Softplan, SAP e também em plataformas educacionais como Interaction Design, EdX e Udemy.

E o LeX?

Learning Experience (experiência de aprendizado, ou LeX) é a disciplina responsável por se preocupar com a experiência do aprendizado, unindo textos bem pensados e metodologia de ensino focado em auto-aprendizado.

O profissional de LeX é o responsável, muitas vezes, por não precisarmos ler um tutorial ou consultar uma central de ajuda. Quando isso acontece, as informações são passadas de uma forma que você saia daquela leitura pensando “Ah, tá! Faz todo sentido” e com um aprendizado fixado. Também são aplicadas técnicas de LeX em onboarding de apps, levando o aprendizado a cada etapa do uso no sistema.

Assim como o DI, o LeX se preocupa sempre em motivar o usuário e deixar o aprendizado empolgante, podendo até envolver algumas técnicas de gamification e contação de histórias.

Geralmente um time de LeX envolve tanto o pessoal de instrucional quanto customer experiences/success (CX ou CS), pois a entrega do aprendizado não está apenas na aquisição das instruções iniciais, mas está presente em pontos de sucesso do cliente e “injetado” nas microinterações com o produto.

É fácil encontrar empresas que investem nessa expertise. A Amazon, AirBNB, Digital Ocean e Accenture são empresas que já apostaram e têm obtido muito sucesso incluindo especialistas em lex nos seus times de produto.

Agora você pode estar procurando uma forma de convencer seu chefe a investir nisso também. Bom… basta dizer que as empresas que investem nessa expertise conseguem diminuir cerca de 20% das chamadas de suporte, além de tornar o custo de onboarding menor e ajudar a equipe de CS no ongoing do usuário no longo prazo.

Conclusão

O aprendizado está mais na moda do que nunca e nos times de design de produto, seja em empresas inovadoras ou em tradicionais, a figura do responsável pelo aprendizado/comunicação está cada vez mais imerso na construção do artefato final.

Pensando “fora da caixa” conseguimos fugir dos tutoriais e páginas de ajuda, tão conhecidos em aplicações e sites de ferramentas. Podemos unir o aprendizado com a usabilidade, criando uma experiência de interação que instrui o usuário à medida que ele precisa dessa informação, fazendo com que o uso do produto “pareça” ser cada vez mais intuitivo.

E você? Já pensou em tornar seu produto mais intuitivo utilizando técnicas de aprendizagem e deixando as interfaces mais instrutivas?

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