CRÍTICA – Os Aventureiros: A Origem

CRÍTICA – Os Aventureiros: A Origem

Por Nathalia Medina

A diversão das crianças nas férias está garantida! 

Produzido pela Luccas Toon Studios e Formata Produções, em colaboração com a Warner Bros. Pictures e Telecine, esse filme, dirigido por André Pellenz, é uma adaptação da popular websérie de Luccas no YouTube. Além disso, é o primeiro longa-metragem de super-heróis produzido no Brasil. A produção também conta com a participação do renomado coreógrafo de ação, Dani Hu, e da atriz Gabriela Moreyra, que interpreta a guardiã Catarina e teve aulas de Kung Fu para preparar-se para o papel. Com muita ação e diversão, “Os Aventureiros – A Origem” é uma película que encanta a criançada.

Luccas Neto, sua irmã Gi e seus amigos Vitória, Pedro e Jéssi embarcam em uma excursão escolar, sem saber das surpresas que os aguardam. Movidos pela curiosidade, eles decidem explorar o laboratório abandonado do cientista Honório Flacksman e, de repente, são transportados para uma dimensão totalmente nova – a Cidade da Alegria. Nesse novo lugar, eles são recebidos por Catarina, a líder dos Guardiões, protetores da cidade. 

Inicialmente, ela os questiona sobre o desaparecimento das Pedras do Poder, artefatos místicos que concedem habilidades especiais aos escolhidos, mas logo percebe que eles apenas desejam voltar para casa. Durante essa aventura cheia de enigmas e armadilhas, o grupo é desafiado a enfrentar seus medos e descobre que a união é a chave para sua força.

A ORIGINALIDADE

A ideia de viajar para uma dimensão alternativa em busca de artefatos místicos pode ser interessante, mas a execução acaba sendo previsível e clichê. As reviravoltas são poucas e não têm um impacto significativo, resultando em uma narrativa que não conseguiu me prender verdadeiramente.

Um ponto a desejar é a falta de exploração adequada das Pedras do Poder. Apesar de serem elementos centrais da trama, seu significado e importância não são devidamente desenvolvidos. As consequências do uso das pedras e a natureza dos poderes concedidos pelos artefatos são pouco exploradas, deixando o público com algumas perguntas sem resposta.

 A produção é visualmente atraente, com uma fotografia envolvente e uma paleta de cores vibrantes. Os cenários bem elaborados e os efeitos visuais de qualidade também são pontos fortes. É importante ressaltar que, no Brasil, onde a tecnologia para efeitos especiais pode ser cara, o uso das ferramentas disponíveis no pacote Adobe se mostra uma alternativa viável.

Embora a atuação do elenco jovem não seja excepcional, eles trazem energia e entusiasmo às suas performances, o que é satisfatório. Além disso, a mensagem de união e amizade transmitida ao longo da história é positiva e pode ressoar com o público-alvo, que, em minha opinião, são crianças inocentes que anseiam por diversão cinematográfica em todo o Brasil.

VALE A PENA ASSISTIR?

“Os Aventureiros: A Origem” é um filme que oferece um entretenimento leve, mas peca em termos de desenvolvimento de personagens e originalidade da trama. Para uma experiência mais completa e envolvente, seria necessário um aprofundamento desses aspectos ou uma imersão maior em histórias e conceitos originais.

Mas, a criançada vai amar! O filme é colorido, cheio de efeitos e toda turma do Lucas Neto está pronta para garantir a diversão da meninada. O filme já está disponível nos cinemas de todo o Brasil.

Confira o Trailler Oficial

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