Cinema e Séries

Crítica – Thor: Amor e Trovão 

A Fase 4 e o futuro do MCU 

Desde o seu anúncio, Thor: Amor e Trovão é um filme que tem gerado muita expectativa entre os críticos e fãs. Afinal, é o desenrolar da sua história após ter a primeira jornada própria em Thor – Ragnarok (2017). Na medida em que a Fase 4 e o futuro do Universo Cinematográfico da Marvel eram anunciados, ninguém imaginava que mais uma aventura com o Deus do Trovão seria um dos novos enredos.  

Em 2008, nos primórdios, três heróis eram a base de tudo: Capitão América, Thor e o Homem de ferro. Entretanto, engana-se quem acha que o Taika Waititi ou a Marvel prenderam-se aos Vingadores, ao contrário. Nesta quarta fase, Thor tem decisões e uma trajetória a percorrer. O diretor praticamente reinicia e amadurece o Thor Ragnarok para o que iremos assistir nos cinemas em 7 de julho de 2022.  

Agora, temos um dos filmes mais leves e desgarrados da trama central do MCU. Waititi, de forma “humana”, consegue retratar o amor e os dilemas da vida com um humor despretensioso. Transitar entre humor e drama já é marca dos filmes de Taika, tal como ‘Jojo Rabbit’ ‘Boy’, passando por temas seríssimos e ainda assim encaixando uma piada boba no meio. Enquanto essa característica soou um pouco exagerada no longa de 2017, hoje ela aparece em momentos-chave e não se torna apelativa e/ou demasiada. 

Como antes abordado, Thor nunca teve um lugar de destaque ou um papel de liderança no Universo Cinematográfico da Marvel. E contrariando a todos, Amor e trovão é um filme genuíno do Thor, e o que acontece nele é basicamente tudo que importa. Ignorando a fase 4 ou qualquer mega pretensão. O filme é um respiro de alívio para os fãs da Marvel depois de algumas decepções, questionamentos recentes e inseguranças. 

Mas afinal, quem seria Thor sem as batalhas que o fizeram ganhar notoriedade? E é exatamente este questionamento que inicia o longa de 2022. Durante o desenrolar do filme, o prensagem do Chris Hemsworth (Thor) tem um conflito interno durante dois pontos da trama: quando reencontra a cientista Jane Foster (Natalie Portman), sua ex-namorada, agora transformada em Poderosa Thor e outro, quando deixa o exílio para combater Gorr, o Carniceiro dos Deuses (Christian Bale).  

Falando em Jane Foster, temos aqui o eixo do filme e a reparação mais inimaginável do MCU. A volta da graciosa Natalie Portman. Ao contrário do que muitos imaginavam, a Jane não voltou sofrendo um recomeço completo. Mas, a sua personalidade e seu jeito é exatamente o mesmo dos dois primeiros filmes do Thor. A personagem volta como era, porém, encaixada, com uma química jamais vista com o Thor e aproveitada por um excelente roteiro e direção. Mais determinada e empolgada do que nunca, ver a Natalie entregando uma Poderosa Thor tão fascinada com seus poderes, reflete diretamente na reação do público. É facilmente uma das melhores introduções do MCU. 

Ainda sobre a discussão sobre o propósito e a retomada com outros personagens de Thor: Amor e Trovão: Nos deparamos com a Valquíria (Tessa Thompson) que se vê dividida entre as responsabilidades atuais como Rei de Nova Asgard, e quem ela costumava ser e ainda traz a representatividade de ser uma personagem LGBTQIAPN+. 

O elenco de Thor: Amor e trovão é luxuoso. O filme é dirigido pelo Vencedor do Oscar Taika Waititii, que escreve o roteiro ao lado de Jennifer Kaytin Robinson (Alguém Especial).  Chris Hemsworth (Thor), Tessa Thompson (Valquíria), Christian Bale (Gorr),  Natalie Portman (Jane Foster), o próprio Taika (Korg) e Chris Pratt (Peter Quill). 

Falando em luxo, não posso deixar de destacar a atuação do Christian Bale como o vilão (Gorr). A interpretação é divina. Bale entrega talento, carisma, se joga de cabeça, permeia por nuances caricatas e conduz majestosamente as trocas de excentricidade e tragédia. É um espetáculo à parte! 

Com uma trilha sonora de altíssima qualidade, ao som de muito Guns N’ Roses, Amor e Trovão é muito mais do que um quarto filme do Thor! Embora tenha reviravoltas polêmicas e que possam dividir os fãs, o filme é um recomeço e deixa claro. Porém, no meio de tudo isso, Taika Waititi construiu uma história com significado, incluindo uma mensagem que vai além de teorias para o futuro nos cinemas, transitando por diversos ambientes e temas como o amor e a fé, abrindo ainda, precedência para a entrada de novos super-heróis. Isso prova como a Marvel e os seus entusiastas só ganham quando resolvem equilibrar os planos minuciosos, com um trabalho de sucesso.  

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